Londrina e as pombas
Andei esta semana pelo Bosque, lembrando da minha adolescência, quando, aos domingos, eu e meus amigos curtíamos o local, ao som e imagem dos pássaros, araras, macaquinhos, quatis, sem esquecer os pombos comuns, que pouca sujeira faziam. O cenário mudou totalmente. A substituição dos cafezais por culturas de grãos nos arredores de Londrina, como trigo e soja, e a ausência de predadores naturais trouxe um desequilíbrio e consequentemente a superpopulação em especial das famigeradas amargozinhas (Zenaida auriculata). Tais pombas, em revoada, vêm no final da tarde para Londrina e são responsáveis pelas fezes nas calçadas, veículos e nos transeuntes. Na manhã seguinte, começa o caminho inverso, retornando para onde há alimentos em abundância. Por curiosidade pesquisei há alguns anos sobre quais soluções são adotadas por países avançados nas áreas de pesquisa e de rigoroso controle ambiental (Áustria, EUA, Israel, Itália, etc.). Concluíram pela utilização de anticoncepcionais especificamente desenvolvidos para essa linhagem de aves. Uma associação de agricultores poderia dar sua contribuição para arcar com os custos e importação de tal produto, visando fazer um teste controlado e supervisionado por especialistas, por exemplo, da UEL. Por que ficar reinventando a roda, apresentando desculpas, em vez de buscar soluções já testadas com sucesso em outros países?
MARIO JORGE TAVARES (administrador) – Londrina

Privatização urgente
Quando se fala em privatização de empresas estatais, a maioria acha errado, não pode, é nosso. Pois bem, vejam apenas um exemplo: Petrobras, produção de 2,7 milhões de barris/dia, 180 mil funcionários. Americana Chevron, os mesmos 2,7 milhões de barris/dia, 60 mil funcionários. Resumindo, empresa estatal = cabide de emprego para políticos corruptos. Privatização já de todas estatais. Governo não precisa de empresa, precisa de recursos para administrar saúde, educação e segurança.
ANTÔNIO CARLOS PESCADOR (autônomo) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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