OPINIÃO DO LEITOR
A era do infocalipse
Desinformar tem sido ardilosamente uma moda perigosa nos grupos de whatsapp. Como diz apropriadamente o tecnólogo Aviv Ovadya, chefe do Centro de Responsabilidade de Mídias Sociais da Universidade de Michigan (EUA), vivemos a era do infocalipse, o "apocalipse da informação".
A desinformação, ou a "fake-news", fragmenta a realidade e afeta o comportamento das massas. Não permite o contraditório, não é uma "praça pública digital", como o Facebook, sites, blogues e outras redes. O whatsapp é um condomínio fechado, um canal naturalmente sensacionalista, portanto.
Compartilhar desinformações pelo whats é muito grave porque as mensagens são criptografadas e, portanto, não passam por uma natural e espontânea verificação de qualidade ou análise de conteúdo por parte do público geral. É grave, muito grave!
A solução, a longo prazo, passa pela educação, mas a pergunta do momento é: como combater e eliminar isso já?
MARCELINO JR. (jornalista) Londrina
Somos os maiores na Copa
O Brasil é o único país que participou de todas as edições da Copa do Mundo de Futebol. Somos os maiores vencedores com cinco títulos de campeão. Na Rússia disputaremos como um dos grandes favoritos. Mas isso parece ser pouco para uma boa parcela dos brasileiros. Pessimistas, críticos sistemáticos ou frustrados, esses eternos insatisfeitos preferem tachar nossos jogadores de mercenários, repisar os 7x1 contra a Alemanha e insinuar que a nossa seleção é ilegitima porque quase a totalidade dos atletas atua fora do País.
Alguns desses malcontentes chegam ao exagero de torcer contra a equipe brasileira, numa atitude incompreensível e até antipatriótica. Encaro esse derrotismo de alguns como insignificância diante da trajetória vitoriosa do escrete nacional, do respeito e admiração que o mundo futebolístico reverencia à camisa canarinho do Brasil e ao talento do futebolista brasileiro.
Uma derrota acachapante e o fato de nossos atletas buscarem uma melhor valorização no exterior são razões infinitamente menores do que o sucesso brasileiro registrado nesses 88 anos de Copa do Mundo. Para jogar na Rússia temos uma talentosa seleção de craques e um técnico que promete ser um dos destaques da equipe. Tite, com a sua capacidade técnica e de liderança, poderá ser ser o diferencial decisivo para uma grande conquista. Estarei torcendo e vibrando com a seleção, com a mesma emoção e otimismo que me dominam desde a Copa de 1958.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
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