Greve ou tentativa de golpe?
Uma pergunta recorrente é como o bisonho austríaco Adolf Hitler ascendeu ao poder absoluto na Alemanha, para depois transformar o mundo na ante sala do inferno. Houve uma conjunção de fatores para que essa página terrível da História se concretizasse, porém, a omissão, a irresponsabilidade e a inconsequência de muitos foram determinantes para que esse monstro fosse tão longe. No Brasil atual, uma boa parte da sociedade, dita esclarecida, que agora bate bumbo pregando intervenção militar, tem saudades do quê? Da hiperinflação do Delfim Neto ou das torturas covardes? Da censura à imprensa? Vejo empresários apoiando a "greve" dos caminhoneiros, mas agora me parece meio tarde para brincar de revolucionários. Pregam a ordem, mas instauram o caos. No entanto, continuo a preferir a aparente desordem da democracia à pseudo ordem dos ditadores. A responsabilidade com o Brasil vos chama caminhoneiros.
SANDRO FERREIRA (representante comercial) – Ponta Grossa

Intervenção militar
Somente quer a intervenção militar quem não conheceu a ditadura e as suas imensas implicações no cenário político atual e passado do nosso País. Os detentores do poder, naquela época, não tinham condições de governar um País nas condições do Brasil, embora tivessem evitado uma verdadeira catástrofe que se aproximava. Havia um caos generalizado. Da mesma forma que hoje, existiam aqueles que pensavam no "quanto pior melhor". Sim, melhor para os propósitos nefastos dos irresponsáveis que não pensam no destino e no futuro da nação. No regime militar alguns veículos da imprensa se tornaram gigantes. Eram alçados aos postos políticos mais importantes figuras de menor quilate e da pior qualidade. As torturas e mortes nos porões da ditadura eram constantes. Por isso, nem se fale em intervenção. O que deve ser feito é o "aperfeiçoamento da democracia", conforme ensina o professor Leandro Karnal.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) - Londrina

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