OPINIÃO DO LEITOR
Violência no campo
Tal qual todos de bem, estou chocado e pesaroso com o falecimento do agricultor Valter Rogério Figueira, ocorrido na noite de 26 de abril, em sua propriedade rural no município de Ibiporã, assassinado por bandidos que atacaram-no para assalto. Nesta propriedade vivia com sua família e produzia para o País. Esse estado de insegurança total que assola a população, também as propriedades rurais, tem que acabar. Não é possível que os homens de bem desta nação continuem reféns de bandidos e suas atrocidades. Neste trágico momento vimos pela presente reiterar os pedidos de mais atenção quanto à segurança de propriedades rurais, vítimas constantes de trágicos eventos como este, lembrando que esses produtores rurais são dos poucos segmentos que produzem superavit na atual conjuntura do País.
PAULO AFONSO MAGALHÃES NOLASCO (diretor secretário da Sociedade Rural do Paraná) - Londrina
Um dia a casa cai
Faz já algum tempo que não apareço neste cantinho. Este meu sumiço tem explicação. Tenho visto que milhões de artigos como este estão sendo publicados, gritando contra a corrupção alarmante que corre solta em nosso país. De tanto ver a classe de desonestos enriquecendo facilmente, chegamos a conclusão que nossos artigos são apenas um remédio paliativo para nossas dores. No Brasil, é visível a diferença entre a sociedade privada e o povo comandado por essas raposas que são chamados de políticos. No mundo privado, se não houver competência, as portas serão fechadas, as falências serão decretadas sem apelação. No setor público tudo é diferente, as qualidades administrativas e a honestidade são coisas secundárias. O governo, na ânsia de se perpetuar no comando, abarrota o caixa de seus apadrinhados. Assim acontece com os sindicatos e com os partidos políticos que dissolvem o nosso pequeno PIB. Enquanto no mundo da fantasia a "lua de mel" continua, a sociedade sofre num considerável crescimento. Não podemos desanimar, pois "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Um dia a casa cai. As gerações futuras não aceitarão tais aberrações.
Wellington Amaral Sampaio (administrador aposentado) - Londrina
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