OPINIÃO DO LEITOR
Novo presidente
Não entendemos a grande cobertura dos jornais brasileiros, com páginas inteiras, a respeito do novo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, eleito pela assembleia, sem a participação do povo. Díaz-Canel é um seguidor ferrenho dos Irmãos Castro, os mesmos que mantiveram toda a população da ilha sem o direito de ir e vir, sem poder falar de liberdade. Mais estranho foi que em seu discurso citou que a política vai continuar a mesma e que em Cuba não há lugar para o capitalismo. Quando Fidel Castro tomou o poder há 59 anos manteve seu povo sempre com rédeas curtas, a não ser para os companheiros, que levaram recursos do BNDES para a construção do Porto de Mariel, que hoje opera com várias empresas do mundo, e nós aqui ficamos sem recursos até para dragagens em nossos portos, que estão sucateados pelas roubalheiras e tramoias provocadas pelos maus políticos. Pobre do povo cubano, que sonha com a liberdade e o direito de ir e vir há 59 anos.
José Pedro Naisser (ambientalista) Curitiba
A culpa é do vandalismo
Temos que aceitar que "no Brasil é assim mesmo"? Com esse fatalismo preconceituoso é alimentada uma eterna política assistencialista. A conta é extremamente alta para uma sociedade que afoga em crescentes impostos e falta de real qualidade de vida. Quem lucra com isso? Os políticos heroicos, sempre solícitos que correm atrás de verbas e negócios para remendar os problemas? Será que eles se interessam verdadeiramente pela solução dos problemas? Afinal, são os problemas que os mantêm na ativa e no foco das atenções. Quanto mais problemas, mais precisamos da ação dos políticos. Um ciclo vicioso que impede a participação comunitária e um desenvolvimento sustentável. Exemplo clássico disso está sendo a reconstrução da réplica do Hotel Rolândia, marco zero do início de Rolândia, que se arrasta há seguidas gestões. Quanto dinheiro já foi investido e perdido por falta de administração e bom-senso na obra do hotel. A desorientação, o vandalismo e o abandono parecem ser estimulados. Tábuas de peroba dos anos 30 têm mercado garantido. Deixá-las ao relento, inevitavelmente, é induzir ao roubo. A cerca e a vigilância, tão cobradas pela comunidade, foram continuamente ignoradas pelo poder público com a justificativa de falta de tempo, dinheiro e projetos. A comunidade, que por conta própria e de forma voluntária se ofereceu em forma de mutirão para finalizar a obra, foi sistematicamente dividida e neutralizada com uma enxurrada de burocracia. O que já se perdeu é impagável.
Daniel Steidle (educador ambiental) - Rolândia
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