Lula: "Ah se arrependimento matasse"
Não vou entrar no mérito dos crimes pelos quais o Lula foi condenado, mas sim em dois erros cometidos por ele, que lhe foram fatais. Primeiro: quando escolheu a Dilma para sucedê-lo, por ela ser incapaz de fazer as articulações políticas necessárias a seu favor. Segundo: diante da imensidão de acusações que lhe foram imputadas (ao Lula), quando surgiu o caso do apartamento tríplex e o sítio de Atibaia foi negar serem seus, o que já ensejou sua primeira condenação e prisão. Tivesse ele admitido sim, que eram seus esses bens, que os comprou dessa ou daquela forma, com toda certeza esse assunto já estaria esquecido, ou pelo menos não teria o efeito que a mentira causa com o povo. Então, para citar dois casos mais conhecidos, e parecendo que a história se repete: Al Capone, o bandido ítaloamericano, foi pego não por suas falcatruas, mas sim por sonegação de impostos, e aqui no Brasil o ex-presidente Collor caiu por causa de um automóvel popular Elba, e não por outra coisa. Mas talvez toldado pelo orgulho, e se considerar dono da situação, subestimou (ou superestimou) suas forças e deu no que deu. "Que arrependimento". deve estar pensando o Lula.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

Ratinho Júnior: "Gestão Enxuta"
O pré-candidato ao governo estadual, deputado estadual Ratinho Jr., causou a mim perplexidade e estranheza ao afirmar em entrevista à FOLHA (edição de 13/04) que fará gestão enxuta defendendo a diminuição da máquina pública, política de resultado e choque de gestão. Não foi isto que foi observado enquanto foi secretário de Desenvolvimento Urbano e ao mesmo tempo Superintendente do Serviço Social Autônomo Paranacidade. Houve e há ainda excesso de cargos comissionados, inclusive alguns sem habilitação e experiencia profissional, proporcionando aumento da folha de pagamento sem necessidade alguma. Ao afirmar também que evitará "vender" cargos por troca de apoio, também poderia ampliar e prometer que não haverá troca de apoio dos prefeitos por emendas parlamentares com recursos a fundo perdido, porque isto configura barganha e creio que está na hora do cidadão e eleitor começar a filtrar estas atitudes hoje comuns na política brasileira, que de forma alguma configuram ações de conduta política ética e moral.
RODOLFO PURPUR JÚNIOR (administrador) - Londrina

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