Defesa de Lula
Antes devo dizer que o fato de o advogado do Lula ao perguntar "por que há uma volúpia em se encarcerar um presidente da república?" faz parte do seu discurso de defesa. Mas, mesmo sendo um discurso recheado de palavras poéticas, isso não muda o anseio do povo brasileiro, na sua grande maioria. Não em se ter volúpia (grande prazer dos sentidos e sensações) em se prender alguém. Mas sim no mais simples e elementar de um dos direitos que é a proteção contra criminosos perigosos. Como eu disse, sei que é discurso de defesa, mas pensaria o nobre advogado, da mesma forma, quanto a um criminoso que agredisse um ente querido seu? A um estuprador, assaltante, assassino; mortes por falta de recurso em hospital, etc? Pois então sr. defensor, para esse cujo o qual o senhor destina a pergunta do "prender por que?" , ao desviar para si os recursos financeiros dos brasileiros, fez isso tudo e muito mais – literalmente - ainda que de forma indireta, e moralmente continua fazendo, aos desfechar os seus dardos malignos verbais por esse Brasil afora, moldando ingênuos que acreditaram nele . Então sr. defensor, volúpia em ver o condenado preso, não, mas livrar-nos desse mal agora sim, até para que sirva de exemplo aos que não param de se incubar nesse Brasil.
José Roberto Brunassi (advogado) - Londrina

Caso não resolvido
Recentemente, o Brasil viu a libertação do Macarrão, um dos mandantes de assassinato confesso da modelo Eliza Samudio, o qual foi condenado em novembro de 2012 a 15 anos de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, e mais três anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado. Numa regra simples de cálculo, veremos que o criminoso ficou preso cinco anos, três meses e cinco dias. A legislação brasileira é demasiadamente benéfica ao praticante do crime, como demonstra o quadro em questão. Por acaso, há uma visão míope do judiciário e do legislativo em permitir tal desolação e frustração de quem teve perdas irreparáveis nesse processo? Ou será que nos falta inteligência suficiente para criação de uma justiça criminal cujo equilíbrio seja como o símbolo da balança? Quando há um questionamento a respeito desses acontecimentos nefastos de injustiça, simplesmente o judiciário responde que está a altura da lei. Ora, seria cômodo estar na zona de conforto dos meandros constitucionais, por outro lado, estamos vendo, quase que diariamente novas PECs, mudanças da lei... Por que isso não ocorre com frequência a nível da correção de injustiças? Algumas questões ficam para nossa reflexão, alguém pode nos explicar onde estão os restos mortais da vítima? Pois, o assassino está na cadeia, lá está a resposta? Será essa a justiça que todos esperamos?
Yochiharu Outuki (engenheiro agrônomo) - Itambaracá (PR)

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