Repercussões diferentes, casos semelhantes
Não sou a favor de violência, justiça com as próprias mãos, nada disso. Mas lendo a coluna do Cláudio Humberto (Política, 19/3), da qual sou leitor assíduo, vejo que ele chama a atenção para a morte de Elisângela Bessa Cordeiro, 41, assassinada com um tiro na cabeça durante assalto em agosto do ano passado, no Rio de Janeiro. Elisângela não era vereadora nem ativista. Era mulher, negra, pobre e cabo da PM. Por que tanta (in)diferença, com relação à morte da vereadora Marielle? Independentemente do cargo, cor, raça, ambas eram seres humanos e foram mortas brutalmente. Acorda Brasil, isso tem que mudar. Nunca vi nenhum membro dos direitos humanos ir à casa de familiares de PMs assassinados enquanto trabalham, agora se um PM mata um bandido para salvar sua própria vida e defender a nossa, aí fazem o maior alarde.
ANTÔNIO CARLOS PESCADOR (autônomo) – Londrina

Contas dos municípios
Em relação às contas dos municípios, na matéria "TC atrasa julgamentos de contas municipais" (Política, 17 e 18/3), isso aí pode ser um conluio entre o Executivo e o Judiciário, já que uma parte não investiga a outra e assim passam incólumes a tudo e a todos. Há um acordo das partes para que nenhum prejudique o outro e assim quem sofre é a população. Quando vão ver se há irregularidades, constam rombos quilométricos, mas aí os crimes já prescreveram. Mais um golpe no Brasil. Os brasileiros não aguentam mais.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Sertanópolis

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