Penduricalhos, o retorno
Complementando a carta do Sr. Ernesto Ferreira de Oliveira (Opinião, 15/3), temos que lembrar que aposentados e pensionistas do INSS não recebem nenhum "penduricalho", bem diferente dos aposentados e pensionistas do serviço público que conseguem manter uma série dos que tinham como ativos. Nós, da iniciativa privada, perdemos tudo o que conquistamos enquanto estávamos na ativa e temos que sobreviver apenas com o que recebemos da Previdência Social. Valores que estão sempre defasados. Por isto, vemos tantos aposentados que continuam trabalhando, para conseguir aumentar um pouco seu recebimento. Não seria o caso de termos, também, direito a alguns desses "penduricalhos"? Afinal, contribuímos, durante toda a nossa vida laboral para que eles possam ser pagos. Para os outros!
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

Bebida alcoólica
Na edição da FOLHA do dia 7/3 chamaram-me a atenção duas notícias publicadas nas páginas 3 e 4 (Política). A primeira nos informa que dois vereadores de Londrina querem criar uma campanha de conscientização sobre o uso da maldita bebida alcoólica por gestantes (Síndrome Alcoólica Fetal), fato que pode acarretar prejuízos à saúde do bebê. A segunda informa sobre a atitude altamente louvável do Tribunal de Justiça de acolher pedido do procurador geral de justiça, suspendendo o efeito da irresponsável lei que autorizava a venda e consumo de bebida alcoólica nos estádios de futebol. Todos sabemos dos malefícios que o consumo dessa bebida causa. Ela vicia (em maior proporção), destrói lares, provoca acidentes, doenças graves, custa caro para quem consome e também para o governo. Não tem nada de bom. Agora, o que mais chama atenção é ver pessoas que certamente têm noção dos malefícios dessa droga lícita, mas porta de entrada de drogas pesadas, acham que o TJ errou ao suspender os efeitos dessa maléfica lei. Que os donos de bares se incomodem com isso ainda vá, mas que deputados nada responsáveis ajam assim é inaceitável. Será que as poderosas fabricantes dessa droga chamada bebida alcoólica não têm nada a ver com a aprovação dessa nefasta lei?
EDGAR BAER (advogado) – Londrina

Ministro do Supremo
Seria interessante e, acima de tudo, democrático se cada ministro de qualquer que seja a instância, defendesse com unhas e dentes a Constituição Federal do Brasil. Entretanto. Como são escolhidos pelos partidos de maior expressão do Congresso Nacional, os quais não gozam de qualquer credibilidade, a não ser junto aos seus próprios correligionários, pra não dizer: bandos, matilhas, corja e, demais coletivos afins. Esses cidadãos "ministros" nem desconfiam que suas infelizes intervenções, nas descaradas defesas de bandidos eleitos ou não, podem levar nosso País a uma situação catastrófica, e, sem volta, pela qual nenhuma democracia gostaria de passar. A meritocracia deveria prevalecer em todas as nomeações de ordem pública no País, bem como as exonerações motivadas por atuação ilícitas e danosas ao erário. Em sã consciência, um ministro escolhido por um determinado partido político, teria a ousadia de se insurgir contra o ideal e desejos do cacique que o indicou para o cargo? Como é de conhecimento daqueles que "pensam": bandidos escolhem elementos da mesma espécie para que "os negócios" continuem fluindo.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em direito) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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