OPINIÃO DO LEITOR
Pedágio (preço monstruoso)
É amargo e lamentável que a classe política como um todo, e sobretudo os deputados estaduais e federais, ignorem a espoliação sofrida pela população paranaense por parte das concessionárias de pedágio do Paraná pelo chamado Anel de Integração, que aliás, mais adequada seria a cognominação de "anel de exploração". Foi preciso ação da Polícia Federal para enfim vir à baila todo o engendro maléfico suportado pela população praticado pelas referidas concessionárias de serviço público, encarecendo e com isso angustiando a vida de todos os paranaenses, que pagam um valor exorbitante, um dos mais caros - como, por exemplo, no caso da praça de pedágio de Jataizinho ao custo de R$ 22,00 por automóvel. Há pouco tempo indo até até Florianópolis, ao entrar no vizinho Estado de Santa Catarina, e constatar a diferença a menos do valor do pedágio cobrado naquele Estado, parecia estar em outro País, tão grandioso o esbulho que sofrem os paranaenses.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) Londrina
Medida Inócua
Entre criar o Ministério da Defesa e reformar o Código Penal facultando-lhe a aplicação de penas mais severas, não seria mais sensato? Quem com ferro fere, com ferro será ferido. A máxima que prega resposta no mesmo tom é verdadeira; portanto, não será com prisão pura e simples que se vai resolver o problema.
A repressão é medida paliativa. Depois, não há necessidade de sobrecarregar o povo com mais um imposto, nem convocar o Exército para exercer a função de política. Sua missão é outra. É preciso aparelhar o sistema policial. E para ocorrer as despesas, basta diminuir o gigantismo do Congresso e cortar as inúmeras regalias concedidas em todos os escalões. O povo não é burro de carga.
Os nossos políticos estão avacalhando com a democracia. Devem se lembrar que o cântaro tantas vezes vai à água que um dia se quebra. Nossas Forças Armadas estão sendo dóceis demais.
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) Londrina
Apenas um palpite
Como bom cidadão brasileiro, palpiteiro a criticar ações que outros tenham tomado e, após tantas ouvidas contra a atitude do governo em relação ao Rio de Janeiro, na questão da segurança, quero sugerir ao general Braga Neto algumas possíveis ações a serem adotadas e realmente funcionais. Para satisfazer aos participes dos direitos humanos e à OAB, principais defensores do oprimido povo brasileiro, cadastre um a um todos os bandidos existentes no Rio. Assim, quando forem fazer buscas e apreensões nos morros cariocas, saberão que estão agindo somente nos endereços de pessoas sabidamente criminosas. Para não ser confrontado com os zelosos defensores do povo, evitando ações coletivas por ruas ou bairros inteiros, solicite ao nosso eficaz judiciário que expeça um a um os mandados de busca e apreensão. Quanto à forma de agir, senhor general, aqui vai uma importante dica: siga o manual do criminoso que nunca é recriminado por tão ciosos defensores dos direitos humanos. Aquele mesmo tratamento que diuturnamente eles aplicam na cidade maravilhosa, ceifando a vida de crianças, pais de família e promovendo a todo instante o encontro de cidadãos com suas balas perdidas. Aplique a lei general, mas antes, aguarde um tempinho até serem aprovadas e promulgadas por nossos honestos políticos!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) Londrina
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