OPINIÃO DO LEITOR
Isenção do IPTU
Prezado senhor prefeito de Londrina, Marcelo Belinati. Sou viúva, tenho 94 anos, recebo uma aposentadoria e outra pensão do meu esposo já falecido. Tenho só um imóvel, que é minha própria moradia. Há dois anos eu não pagava o IPTU, pois era isenta. Mas o senhor me cobrou R$ 773,18 este ano. Eu tenho a sensação que essa cobrança é um roubo à mão armada. Além do senhor me tirar a isenção, da qual eu tinha 100%, me cobrou muito mais de um terço do que eu ganho. O senhor atingiu parte da minha dignidade: minha moradia, que tantos anos eu e meu falecido marido trabalhamos para conquistar.
SYLVIA BONAFINI CURSINO (aposentada) - Londrina
Substituição de deputados
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), determinou o afastamento do deputado Paulo Maluf (PP/SP), condenado e encarcerado por roubalheiras inúmeras. Acontece que o suplente convocado para assumir a cadeira vaga, deputado Junji Abe (PSD/SP), ex-prefeito de Mogi das Cruzes, já foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa, além de ser réu em diversos processos de corrupção e superfaturamento em tramitação na justiça. Menos pior seria deixar o próprio Maluf, pois, pelo que se vê e que se tem notícia, já está com um pé e meio na cova, se bem que praga ruim é resistente e difícil de morrer.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Germano x Bolsonaro
Bolsonaro pode ser comparado ao Germano, atleta do Londrina Esporte Clube. No jogo contra o Ceará o aguerrido atleta distribuiu pancada para todo lado no estilo "Xerifão". Contribuiu com o lance de gol do Tubarão em uma jogada de impedimento, mas tudo bem, valeu, porque o juiz dando uma de Gilmar Mendes resolveu validar o gol. Bolsonaro é assim, sabe que o eleitor quer um candidato intolerante, furioso, briguento, que chute cachorro morto, que xingue bandido pelo rádio, pela TV ou até mesmo pelo telefone, igualzinho o nosso combativo atleta. Outra similaridade é quando chega o momento da execução de uma jogada. O "deixa comigo", o "eu bato" e bateu o pênalti, com paradinha e tudo. O goleiro, que também pode ser o Congresso Nacional, não de acordo com a intenção do "artilheiro", impede o gol em total desobediência às boas intenções, porém sem a devida categoria para "driblar" o congresso, opa, o defensor! O raivoso atleta, ou candidato, mais enraivecido ainda, abre de vez sua caixa de ferramentas, ampliando o leque de pancadarias. Numa delas comete uma falta grave é expulso, proporciona o gol adversário ou nova crise institucional, como queiram! Dois gols de bola parada, ou seja: enquanto um esperneia, dá bordoada e faz a lambança toda, o adversário, calidamente, põe a bola no chão, usa plenamente suas atribuições e balança a rede adversária, como aconteceu e poderá novamente acontecer lá em Brasília. E quem paga o pato é o pobre Ricardinho, ou nós!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina
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