Caos na segurança pública
Nos próximos 10 meses o Exército do País tem uma dolorosa misso: garantir a segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. Já pensou acordar de manhã e ao sair de casa se deparar com um soldado fardado e todo equipado para garantir a paz e segurança no seu bairro ou cidade? Essa é a triste realidade nesse momento naquele estado e não está sendo diferente em muitos outros em suas devidas proporções. Isso é uma demonstração de força e preocupação com a população? Tenho muito receio dessa decisão. Isso está mais para uma espécie de inibição temporária do crime. Já foram realizadas diversas operações desse tipo em curtos prazos e o resultado é sempre o mesmo: diminuição temporária de roubos, assaltos, estupros e uma pequena repressão ao tráfico de drogas. Essa operação será um tanto mais longa, mas o resultado é o de sempre: enxugar gelo e aplicar remédio a uma doença incurável. O que veremos nos próximos meses será uma verdadeira guerra entre iguais, pois os combatentes da criminalidade têm armas e coragem tanto quanto um soldado militar. As razoes e missões são diferentes: enquanto um soldado militar quer cumprir sua missão e honrar a sua farda, os soldados do crime querem garantir o seu império, territórios e mercado lucrativo já adquirido. O que resultará desse confronto? Muitas mortes de soldados, bandidos e principalmente de inocentes que amanhã ou depois serão somente números e estatísticas nos noticiários do nosso País, afinal, o valor da vida humana tem se deteriorado diante de tanta violência. O preço é muito alto para tentar sanar uma guerra que se tornou invencível e que deixará cicatrizes por muitas décadas.
DOUGLAS H. REGINATO (administrador de empresas) - Andirá

CMTU responde
Em resposta ao administrador de empresas Arley Abussafi (Opinião, 21/02), é importante esclarecer que a anunciada extinção dos cobradores do transporte coletivo não foi uma decisão da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização). A decisão foi fruto da negociação entre empregador e empregados, que possuem autonomia garantida por lei para firmarem seus acordos coletivos, que foram aprovados mediante votação em assembleia dos empregados. À CMTU cabe a fiscalização dos serviços prestados à população, sem interferência nas negociações. Em razão do acordo celebrado entre as partes, a CMTU requer que as concessionárias promovam a ampliação da utilização do cartão eletrônico. Hoje, 65% dos usuários já utilizam o cartão, cuja a confecção é gratuita e a sua utilização por parte dos usuários elimina a necessidade do motorista ter que efetuar a cobrança, agilizando os embarques, além de diminuir o dinheiro no interior dos ônibus fazendo com que seja desestimulada possíveis intenções de assalto.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CMTU - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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