Quem presta atenção nas falas ou declarações do General Mourão, percebe que ele é mais equilibrado e pensa mais para falar que o seu parceiro de executivo-politico-presidencial. Não querendo diminuir nem desmerecer as outras qualidades (honestidade, disciplina), e não sei se é característica do seu temperamento (caráter), ou o poder lhe subiu muito à cabeça, mas o presidente Jair Bolsonaro volta e meia – como se diz no jargão popular – fala “abobrinhas e bolas foras”. Aí, o general vice tem que entrar em cena para “limpar a barra” do presidente. Essa última “maricas e pólvoras“ foi de lascar e o general disse que ele (Bolsonaro) usou figura de linguagem (KKK). Na próxima eleição presidencial, se eles pensarem em se candidatar novamente, uma boa dica seria: General Mourão, presidente e Bolsonaro, vice.

Swami Veronesi ((músico) Santo Antônio da Platina.

Acabou a corrupção?

Com a recente decisão do ministro do STJ, João Otávio de Noronha, pelo manjado procedimento de "pedido de vistas do processo", está suspenso o julgamento do caso Flávio Bolsonaro/Queiróz/Rachadinhas, sem data para ser retomado. É repugnante essa proteção que os criminosos do colarinho branco encontram em instâncias superiores do nosso Judiciário. Sempre há um ministro disposto à manobras espúrias para atender os interesses de parlamentares corruptos. Concomitantemente à leniência dos nossos tribunais com os políticos calhordas, o combate à corrupção está voltando à era pré-Lava Jato, ou seja, quase zero. Já estamos com saudades daquelas operações da Polícia Federal, colocando atrás das grades os ladrões do dinheiro público. O clima era de contentamento e esperança dos brasileiros honestos. Quem não vibrava com a atuação do "japonês da Federal"? Todavia, quando imaginávamos que a moralização do Brasil seria uma realidade, veio o nosso mandatário mor e, num arroubo falacioso, declarou: "Acabei com a Lava Jato, porque não há mais corrupção no governo". Claro que isso é um engodo e uma grande piada de muito mau gosto! A Operação criada a partir da 13ª Vara Federal de Curitiba tem o escopo de combater o crime de corrupção em todos os segmentos institucionais nacionais e não só do Executivo Federal. Portanto, ao assumir que a extinguiu, o presidente da República interferiu de forma nefasta na apuração dos delitos. Não havendo investigação as falcatruas não aparecem; assim, é fácil bater no peito e dizer que acabou a roubalheira. Além de não roubar, nossos governantes têm a obrigação de impedir o roubo e de não blindar os ladrões do erário, sejam eles quais forem.

Ludinei Picelli (administrador de empresas) Londrina

MEMÓRIA

24 de novembro de 2019.

Professores da rede estadual decidem entrar em greve a partir de 2 de dezembro

Professores e funcionários da rede pública estadual se reuniram em assembleia na manhã de sábado para definir os próximos passos da APP-Sindicato. Em decisão unânime, a categoria decidiu deflagrar greve a partir de 2 de dezembro. O objetivo dos professores e funcionários é lutar contra a reforma da previdência do governo Ratinho aprovado na Comissão de Constituição de Justiça da Alep. Para o dia 3 de dezembro, está marcado um ato unificado contra a reforma. O presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, avalia que é necessária a mobilização da categoria.

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