OPINIÃO DO LEITOR - Suprema falta de vergonha
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de abril de 2019
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Suprema falta de vergonha
Se já não bastasse as inúmeras aberrações em suas decisões, agora o Supremo Tribunal Federal irá gastar R$ 1,1 milhão na aquisição de lagostas, bacalhau, camarão, uísque, vinhos e champanhe, dentre outros caríssimos produtos destinados às refeições da Corte. E depois, ainda exigem respeito e não querem ser hostilizados nos aeroportos e em outros locais públicos, ameaçando de processo as pessoas e, mesmo a imprensa, por, simplesmente, dizerem a verdade. Diante de mais essa atitude do STF é preferível comer baratas. Tenho absoluta certeza que causa menos náusea e repugnância, além de nenhuma indignação.
LUIZ ALBERICO PIOTTO, servidor público (Cambé)
O cardápio da vergonha
Mais uma vez o STF vira notícia e causa indignação a todos os brasileiros ao lançar no dia 26.4.19 uma licitação para atender os almoços e jantares para os ministros da Casa. O presidente do órgão, Dias Toffoli, disse ao assumir o cargo que faria uma gestão de austeridade para colaborar com o ajuste fiscal. Ele faz justamente o contrário do que prometeu, enquanto o País conta com 13 milhões de desempregados, 10 milhões vivendo na linha de miséria e 15 milhões abaixo da linha de pobreza, sem falar nos hospitais públicos todos sucateados pela corrupção e desvio de verbas dos maus governantes. O ministro que não gosta de receber críticas terá que engolir essa do cardápio que consta lagosta, champanhe, vinhos 6 uvas e uísque 18 anos. Esse é o Brasil hoje, vamos aguardar o resultado da licitação e o primeiro jantar. Com tristeza pelos que sofrem e passam fome no Brasil hoje.
JOSE PEDRO NAISSER, ecologista (Curitiba)
O reflexo do preconceito racial no Brasil
Nosso corpo social é um país preconceituoso que não necessita de um demasiado empenho para se concretizar, pois se trata de um lugar em que o racista é permanentemente o próximo. Basta olharmos ao nosso redor para captar a pouquidade dos indivíduos negros insertos em nossa sociedade, afinal, raramente nos deparamos com arquitetos, médicos ou autoridades do poder político negros. Vivemos o remate de uma política que injetou no cidadão brasileiro a ideia de que, quanto mais separado do negro e mais próximo do indivíduo branco, maior o seu desenvolvimento na sociedade.
NATALIA SOARES NEVES, estudante de Letras (Cambé)


