OPINIÃO DO LEITOR - Se eu tivesse autismo?
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de abril de 2019
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Se eu tivesse autismo?
Mais importante antes de tudo: eu sou uma criança. Quero que saibas de algumas coisas: eu estou descobrindo meu mundo. Nem eu ou você sabemos do que sou capaz. Minha coordenação motora é comprometida. Abotoar os botões da camisa ou amarrar o cadarço... é um sacrifício! Por favor, seja paciente. Meu vocabulário é limitado. Minha percepção é super aguçada, às vezes fico agitado... É muita informação para mim... Parece pirraça, mas na verdade estou sentindo muita dor... Isto é....sobrecarga sensorial. Não pense que faço isso por maldade... Me ensine várias maneiras, eu sou capaz de aprender! Explicar, às vezes, funciona...mostre-me como fazer! Às vezes penso em interagir socialmente...mas não sei onde começar... Ajude meus pais ao invés de criticá-los. Acima de tudo me ame incondicionalmente! Sou apenas um autista!
ANA BEATRIZ VILAS BOAS SANTOS, aluna da Escola Municipal Dalva Fahl Boaventura (Londrina)
Quando os filhos voltam
Prezadíssima Célia Musilli, a primeira coisa quando comprei o jornal na banca (ainda bem que a cultura "quebra bancas" não chegou a Curitiba - tem banquinhas de revista em todos os lugares) foi ler a sua coluna. Deliciosa às vezes, reflexiva noutras!!!. Quando li "Quando os filhos voltam" (20 e 21-4), eu estava chorando logo no início. Que maturidade legal.
REINALDO JOJIMA, aposentado (Curitiba)
O senhor de Virgínia
É espantosa a capacidade que o senhor Olavo de Carvalho, astrólogo, autointitulado professor disso e daquilo, guru da extrema-direita de internet e da família Bolsonaro, tem de influenciar seus seguidores, mais conhecidos como "olavetes". Esse senhor, que vive nos Estados Unidos há mais de uma década, parece ter feito uma verdadeira lavagem cerebral em seus discípulos, como se pode notar nas crônicas do senhor Paulo Briguet. O senhor Carvalho, verdadeira chaminé xingante, que parece querer minar as nossas instituições e ofende nossos militares, nosso vice-presidente, deveria ser relegado ao ostracismo, isto sim. Ao invés disso, interfere em ministérios da maior relevância, como das Relações Exteriores e da Educação. Prega uma guerra eterna entre direita e esquerda, quando nosso país está precisando de pacificação e serenidade, ou nunca conseguiremos seguir adiante. Constrangedor e lamentável que pessoas de bom senso sejam fãs de tal figura.
FRANCISCA FRANÇA, aposentada (Londrina)


