OPINIÃO DO LEITOR - Saudosos pioneiros!


Leio na edição de hoje (9 ) na coluna do Oswaldo Militão, a triste notícia do falecimento de mais um pioneiro londrinense: o amigo Akira Itow nos deixou. Faz parte dos verdadeiros pioneiros aqui chegados nos anos 1930. Família tradicional, cujo pai foi corretor de terras da Cia. de Terras para compradores japoneses.

Akira, formado em odontologia pela USP, em 1950, muito estudioso, aproveitou a oportunidade e resolveu fazer direito e participou da primeira turma formada em 1962 numa festa memorável, com baile abrilhantado pela orquestra de Elcio Alvares.

Um amigo e colega de verdade que se vai. Os pioneiros de verdade dos anos 30 vão seguindo no curso natural da vida  terrena mas deixam muitas lembranças. Faço parte desse grupo por ter chagado aqui com pais e um irmão (já falecidos) no dia primeiro de outubro de 1937. Tristemente também perdi minha amada esposa no final do ano passado. Ela era mais do pioneira: nasceu aqui em 1935. Daquela primeira turma da então Faculdade Estadual de Direito, da qual faziam parte amigos com Edson Deliberador, Hugo Tavares, os irmãos Curotto, Yolanda Cosentino, e tantos outros. não sei quantos restam. Eramos 36 na formatura e até alguns anos atrás nos reuniamos  vez ou outra.

É assim a nossa vida terrena: cada um de nós passará um dia e só fica a lembrança e a saudade. Mas as realizações de cada, em seu tempo e lugar, marcarão a sua passagem com sua participação. É a lei natural marcando a sua aplicação sem que há quem a consiga revogar. Que Deus tenha o amigo Akira e conforte sua família.

Abraços aos colegas e amigos pioneiros que ainda teimam em estar por aqui. E que não façamos parte dessa nova ordem social de fanatismo desagregador de amigos, famílias e da própria sociedade.

Edgar Baer (advogado)  Londrina.

Generais murchando

Engajados para servir ao governo de Jair Bolsonaro, generais da reserva e da ativa do exército brasileiro estão passando por situações constrangedoras, criadas pelas posturas nada recomendáveis a um comandante em chefe. Donos de currículos invejáveis por bons serviços prestados ao país e em missões internacionais, foram submetidos ao comando de um presidente com evidente despreparo para o cargo. Fico imaginando a frustração do general Augusto Heleno, que chegou a cantarolar o refrão "se gritar pega Centrão não fica um meu irmão" e depois teve que aceitar a aliança de Bolsonaro com os parlamentares denunciados por corrupção, aninhados nos partidos do bloco. Também, não menos constrangedora e embaraçosa foi a atitude do general Luiz Eduardo Ramos, que tomou a vacina contra a Covid às escondidas, para não contrariar o negacionismo do presidente.

Todavia, o servilismo mais acentuado e inconsequente foi protagonizado pelo general Eduardo Pazuello que, mesmo desprovido de conhecimentos técnicos da pasta e leigo em medicina, aceitou gerir o Ministério da Saúde na maior crise sanitária da nossa história. Prestou fiel e bajuladora obediência ao defensor mor da cloroquina e os resultados estão aí bem claros e explícitos: os piores possíveis.

Outros generais apearam em tempo dos seus postos por discordarem do despótico "quem manda sou eu", costumeiramente proferido pelo ex-capitão e pelos rumos controversos de um governo desnorteado. Entretanto, se estão fragilizados na autoridade, esses militares que aceitaram a submissão engordaram os seus contracheques, depois da "canetada fura teto" com a qual Bolsonaro presenteou a si próprio e a seus fiéis escudeiros. Essa medida é mais um vergonhoso e imoral ganho salarial da elite privilegiada do funcionalismo que aufere altos salários; um odioso tapa na cara da grande massa de brasileiros de baixa renda, nesses duros tempos de pandemia. 

Ludinei Picelli  (administrador de empresas) Londrina 

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