Imposto do tabaco

É um retrocesso a proposta do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de diminuir os impostos do tabaco. Fui fumante por mais de 20 anos e cessei o vício graças a um programa do Ministério da Saúde em parceria com a secretaria municipal de Saúde de minha cidade, que forneceram apoio médico, psicológico e medicamentoso. Recordo que ao somar o total dos anos cheguei à conclusão que gastei com a compra de cigarros o valor de um belo carro médio novo. Ainda mais assustador foi perder meus dois avôs por complicações decorrentes do tabagismo e ao acompanhar meu pai no hospital na ala dos fumantes fiquei horrorizado com pessoas com furos nos pulmões, garganta, gangrenas, todas aquelas imagens horríveis que estampam os maços de cigarros. Nosso governo deveria manter e aprimorar os programas reconhecidos mundialmente e benéficos à população, principalmente os relacionados ao tabagismo, que causam prejuízos inestimáveis ao setor de saúde publica e diminui a produção das empresas privadas.

DANIEL MARQUES, historiador (Virginópolis-MG)


Sacrifício de animais

A decisão recente do Supremo Tribunal Federal, que considera o sacrifício de animais constitucional, é no mínimo equivocada. Submeter animais a práticas cruéis é inconstitucional e é crime! Quais outros crimes serão permitidos em nome da liberdade religiosa? O culto religioso deve ser sobre a prática da caridade, cultivo do respeito ao próximo e exercício do bem. Não há bem algum em submeter animais ao sofrimento físico e psicológico em rituais ultrapassados e cruéis. E mesmo sem concordar com a morte de animais por qualquer exploração humana, em nossa legislação os animais devem ser mortos por técnicos habilitados, seguindo diretrizes do abate humanitário, o que não ocorre nestes rituais. Vale ressaltar que cultos religiosos de origem africana não necessariamente usam sangue, como a umbanda que não permite o sacrifício de animais, pregando o respeito a natureza e a todos os seres. Todo crime deve ser denunciado e punido e devemos continuar exercendo nosso dever de cidadãos, denunciando crimes, independentemente de quem os cometa.

SORAYA SIMON, Sociedade Protetora dos Animais (Curitiba)

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