OPINIÃO DO LEITOR - Quebra de paradigmas
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de maio de 2019
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Na década de 1980 recebi uma missão do então secretário de obras, Junker Grassioto, para executar a rede de dutos da avenida Brasília para a fiação de iluminação da Copel. A maneira usual era sinalizar o trecho, desviar o trânsito para as marginais e rasgar a pista com a retroescavadeira. Mas as marginais não tinham pavimento apropriado. Pensei em fazer de uma maneira diferente: usei barras de ferro galvanizado com plugs colados nas pontas. Foi aberta uma vala transversal à calçada da pista marginal e outra vala no canteiro central no sentido da via. Encanadores apontaram a ponta do tubo abaixo da área compactada, ou seja, no terreno natural.
Tal não foi minha surpresa que nem precisou “bater” canos, já que o simples movimento de vai e vem dos encanadores ia empurrando o tubo de ferro galvanizado. Em seguida pedi que retirassem o tubo jogando água no furo e depois colocassem o tubo. Logo o tubo apontou no canteiro central. Depois, o plug foi retirado e substituído por uma bucha, que foi alargando o furo com a água. E foi só tampar a boca dos dutos com um plástico e passar a tubulação emendando até chegar ao canteiro. Os tubos de águas pluviais foram colocados um sobre o outro no canteiro para construir os poços de visita para os funcionários da Copel passarem a fiação. Tal feito deixou os operários maravilhados e o pessoal da Copel contou a novidade para técnicos de outras prefeituras, que não tardaram a vir a Londrina para saber como fazer. Montamos três equipes e fizemos 52 travessias ao longo da avenida e terminamos a obra com 1/3 do prazo para executar.
VIRGÍLIO MOREIRA, engenheiro civil, pós-graduado em 'Engenharia Pública' (Londrina)
CORREÇÃO
A reunião da Comissão Especial (CE) de Acompanhamento das Investigações de Clínicas Psiquiátricas de Londrina será realizada na próxima quarta-feira (8) e não segunda-feira (6), como foi divulgado.


