Padre Rafael Durán, sempre com palavras de muita sabedoria, expõe sua opinião que reflete a realidade em que vivemos. Espaço aberto da Folha de Londrina desta terça 18/03/2021. Não é possível que ainda não compreendemos a caótica situação da pandemia, em que o esforço de cada um é fundamental para preservação da vida de todos. Começamos a entender porque não evoluímos. Puro egoísmo. Falta de visão de uma sociedade. O ser humano não é capaz de entender a vida em comunidade. Se grande parte da população não estiver bem, dificilmente alguém estará. Pode demorar um tempo, mas, a conta virá. Se eu estiver bem, fazendo aquilo que gosto, e da forma que quero, o resto que se exploda. Atitudes de nação que dificilmente alcançará um desenvolvimento sustentável e mais justo para todos. Não é assim, como diria aquele narrador esportivo.

José Cezar Vidotti (economista) Londrina

O aprendizado do vírus

Estamos vendo várias definições sobre o vírus infectante e mortal da Covid, dentre eles de que há uma nova cepa no meio de nós, com muito mais agressividade, infecção relâmpago e ação rápida da degeneração das defesas orgânicas, levando à morte não só pessoas com comorbidades, mas também jovens. Faz-se necessário investimentos colossais na pesquisa de novos medicamentos, tratamentos precoces confiáveis e rápidos, pois para a vida humana não há conforto maior que a sobrevida do doente, ente querido da família. Por outro lado, a pesquisa científica já comprovou que esse vírus nefasto usa o hospedeiro humano para aprender e tornar-se um mutante. É fácil compreender, a primeira infecção foi de certo modo tranquila, em segunda instância, ele se tornou mais agressivo, e a cada infecção ele vai aprendendo como matar o ser humano. Exemplo disso é o vírus da gripe. Um dos problemas da explosão dos casos da Covid está relacionado com a cultura e educação do povo, pois quando o médico coloca o cidadão em quarentena com sua família, na maioria dos casos, os assintomáticos não obedecem, e saem espalhando o vírus a pessoas inocentes. Diante disso, quando constatamos tamanho descalabro de seguir normas, só resta segregar e marcar esse cidadão com algum tipo de pulseira, medida esta, até antiética, mas isso em parte resolve o "fica em casa". Analisando a mutação que sofre o vírus mortal, devemos sim, mudar protocolos, tratamentos, remédios, enfim tudo que fazíamos, devemos fazer uma reengenharia, e derrotar esse inimigo, até a chegada da vacina a toda população brasileira.

Yochiharu Outuki (engenheiro agrônomo) Itambaracá

mockup