Há um ano o plenário do STF aprovava o fim da prisão em segunda instância. Foi do então presidente da Corte, Dias Toffoli, o voto determinante para a aprovação da decisão. Por uma daquelas 'coincidências premeditadas', em 08/11/19 Lula e José Dirceu saíam da cadeia, puxando para fora das grades um pelotão de outros tantos corruptos da quadrilha que eles chefiavam, no maior assalto aos cofres públicos da nossa história. Lula em lua de mel e Dirceu tomando seu caríssimo vinho cotado em dólar, certamente estão comemorando o aniversário da libertação proporcionada pela conjunção de uma legislação frouxa, somada a uma instância judiciária demasiadamente morosa e à vontade de um servil disposto a agradecer pelo seu cargo vitalício. Toffoli lavou as mãos e entregou a empreitada de atender os anseios dos honestos e bater de frente com os criminosos para a presidência da Câmara. Como é no parlamento que se aninha o grande contingente de corruptos investigados e réus de crimes do colarinho branco, a proposta para aprovar a prisão de condenados em segunda instância dorme o sono pesado da impunidade nas gavetas bem vigiadas pelo desinteressado no assunto, Rodrigo Maia. Assim, as indecentes manobras recursais continuam pululando nas cortes superiores, onde ganham o precioso tempo necessário para a prescrição dos processos. Nesse contexto, renomados causídicos se tornam milionários, abastecidos pelo dinheiro público roubado da população brasileira. Somente o povo nas ruas tem a força para mexer nessa desavergonhada letargia do parlamento. Infelizmente, temos que esperar.

Ludinei Picelli (administrador de empresas) Londrina

Memória

12 de novembro de 2018

Esculturas no Calçadão são vandalizadas

Duas esculturas recém-instaladas no Calçadão de Londrina foram vandalizadas. Elaboradas pelo artista plástico Carlos Kubo e instaladas na primeira quinzena de setembro, logo foram riscadas com pincel atômico. "Acho triste esse vandalismo. Acabei de vir do Japão, onde realizei uma exposição, e lá a gente vê a diferença de comportamento", declarou. Segundo ele, é a segunda vez que as esculturas são pichadas. Kubo explicou que as obras são uma homenagem aos 110 anos da imigração japonesa no Brasil e foram doadas em retribuição pelo modo caloroso como foi acolhido no município e para criar um símbolo e uma identidade da cidade com os sentimentos da gratidão, do acolhimento e da propagação do bem.

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