Ontem (21) foi publicada uma reportagem "Disputa política atrapalha inicio da vacinação contra Covid no Brasil". Esclarecendo: tempos atrás, o STF retirou do Governo Federal a responsabilidade pelo combate ao Covid, entregando-a aos governadores e prefeitos. Portanto, são eles que têm que efetuar a compra das seringas, das agulhas e também das vacinas, embora haja profissionais que digam que isto é absurdo, como se não se lembrassem das decisões dos ditos juízes.

Por esses dias, "julgando" a obrigatoriedade ou não da vacinação, novamente colocaram esta decisão nas mãos dos mesmos governadores e prefeitos. Quando, na realidade, não é possível que se determine nenhuma data para início da vacinação - quem dirá para a finalização - pelo simples fato de que nenhum dos laboratórios tem, ainda, a autorização da Anvisa para poder comercializá-las em território nacional. Nem mesmo as tão desejadas pelo sr. Dória.

E uma vacina tem que ser eficaz no combate ao vírus, não eficiente. Quanto aos estoques de cloroquina, medicamento tão eficaz para o tratamento prematuro do vírus que até a China o utiliza, eles existem porque os ditos governadores e prefeitos não as solicitaram para atender as populações sob sua responsabilidade.

Quando estive na UPA Sabará, em exame negativo para Covid, não vi nenhum paciente sair de lá com este medicamento, apenas recebendo a ivermectina e o zinco. Portanto, percebe-se que não há uma "disputa política" entre os governos federal, estadual e municipal. Há apenas uma reiterada tentativa dos dois últimos em desestabilizar o primeiro. E a frase "o presidente.... que nem partido político tem" poderia soar como uma ofensa, mas eu prefiro acreditar que seja uma boa visão de futuro para o Brasil, onde aqueles que nos governam não precisem estar encabrestados a siglas que existem apenas para se aproveitar do que é produzido pelos cidadãos de bem.

Nina Cardoso (psicóloga) Londrina

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