Opinião do leitor - "O Grande Satã"
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quinta-feira, 07 de agosto de 2025
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A célebre frase de Porfírio Diaz: "Pobre México. Tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos", nunca foi tão atual. Em muitos países árabes ou de maioria muçulmana, não é incomum os EUA ser chamado de o "Grande Satã". Atualmente até o tão amigável Canadá nutre ódio contra o vizinho, que lhe ameaça com anexação. Na guerra comercial de Trump, parecia que o Brasil, o país do futebol, do samba e carnaval, ia passar ileso das tarifas abusivas do tresloucado homem laranja. No entanto, o país do agro, do pix e do Brics, incomodou a Casa Branca ao sediar a cúpula do grupo no Rio de Janeiro em julho, mesmo sem a presença de Xi e Putin. Na ausência destes, Lula e Modi brilharam e Trump enlouqueceu. Até a Otan saiu da sua órbita e ameaçou o Brasil, por comprar petróleo russo, justo eles que continuam comprando o gás de Putin via Turquia. Na ira de Trump contra o Brasil decretou-se tarifa de 50% e um ataque imperialista sem precedentes contra a Suprema Corte nacional, para safar da cadeia o seu vassalo Bolsonaro, que hoje encontra-se recolhido em prisão domiciliar.Tais medidas tiveram influência direta de Eduardo Bolsonaro via Steve Bannon. Um evidente crime de lesa pátria. Tamanho absurdo seria o mesmo que o filho de Cristina Kirchner viesse ao Brasil e convencesse o governo Lula a impor tarifas draconianas à Argentina e sanções ao juiz que condenou a ex-presidente portenha. Absolutamente descabido. Portanto, o Brasil precisa rechaçar com toda força essa intervenção abjeta de Trump contra o STF e, em especial o ministro Alexandre de Moraes. Os EUA não têm jurisdição planetária, apesar de Trump pensar ser o Rei Sol. Insolente! Até para o inquilino da Casa Branca, a soberba tem limite.
Sandro Ferreira - Ponta Grossa





