Como a maioria dos viventes, assisti com todo o respeito o noticiário do falecimento de Diego Maradona e os comentários feitos por tantos amantes do futebol arte tão genialmente praticado por ele. Um traço comum entre a maioria daqueles que comentaram o infausto passamento é menção à dupla personalidade de Maradona. Nesse particular destaco a frase do também grande ex-jogador Falcão que, a meu ver, traduz bem o estilo de vida do grande jogador. Disse Falcão: "no campo de jogo era um deus; fora dele era humano". Infelizmente, o lado humano do gênio se deixou levar para uma situação irreversível, dominado que foi pelos vícios! Há muitos e muitos anos tomei a decisão de combater, sempre que possível, qualquer tipo de vício. Essa nefasta e cruel indústria (seja desde as bebidas alcoólicas lícitas até o sub-mundo ilícito das drogas) deveria ser banida definitivamente! O pior e cruel é que o vício não começa na fase destrutiva do ser humano mas, sim, por aquela cervejinha que parece inocente. Certamente foi assim com esse gênio!! Por isso estou certo que a propaganda da cervejinha como sendo algo bom é, na realidade, uma das "pegadinhas" mais cruéis e destrutivas para os incautos. Essa iniciação que parece tão singela, evolui quase sempre para outros vícios, destruindo famílias, amizades e o futuro de muitos, como infelizmente, aconteceu com Maradona.

Edgar Baer (advogado) Londrina.

Preconceito, racismo ou discriminação

Seja lá o nome que se dê, todos são o que há de pior no ser humano. E todos nós fomos um dia vítimas, em maior ou menor intensidade. Claro, o racismo é o pior deles. E não adianta negar, como disse o Padre Manoel no Espaço Aberto da FOLHA, desta quarta-feira (26/11/2020 ("Números em forma de palavras"). Os números são contundentes. Todavia, qual o caminho, de forma efetiva, que podemos encontrar para amenizar o impacto destas atitudes humanas? A história é recheada de exemplos tristes. E está bastante claro que o ser humano luta por seus interesses, principalmente econômicos, é aí passa por cima de valores, crenças e o que estiver a sua frente. Será que um dia evoluiremos? Acredito que seja possível. Mas não com confrontos, ofensas e ataques, mas com análises mais profundas dos problemas, envolvendo opressores e oprimidos, sobre questões sociais, politicas e econômicas. E é preciso a participação de todos e muito boa vontade. Criticar com palavras bonitas, não adianta muito. É preciso uma grande luta de todos nós. Na compreensão, entendimento e principalmente ações para buscarmos caminhos para diminuir as desigualdades que tanto prejudicam a convivência humana.

José Cezar Vidotti (economista) Londrina

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