Imagem ilustrativa da imagem OPINIÃO DO LEITOR - Nosso Brasil de sabores e dissabores.
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Nosso país tem o privilégio de ter uma estrutura que ensina e possibilita qualquer ser humano a ser feliz de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Temos praias tão lindas e aconchegantes que preenchem os gostos de nossos banhistas e também dos visitantes. Temos uma culinária de primeiro mundo onde, em minha opinião, Minas Gerais, São Paulo e Bahia disputam a liderança. Minas com seu cuscuz e o tutu mineiro quer sempre ser o primeiro. São Paulo com pizzas e Virado à Paulista quer também a dianteira. Em matéria de culinária, o Nordeste tem o direito de defender seu acarajé e o vatapá. Mas e o que dizer do Arroz à Carreteira do Rio Grande do Sul? Pois é, temos mil coisas de igual sabor que fazem o nosso Brasil gostoso. Porém, estamos convivendo com coisas que nos aborrecem e nos deixam intrigados, as manchetes que vêm do outro lado. Os países europeus consideram o Brasil como verdadeiro campeão. Campeão da roubalheira e da corrupção. Isto não fica bem para aqueles, assim como eu, amam nosso Brasil. Precisamos dar um basta na corja que está encastelada nos corredores dos ministérios e também no Palácio do Planalto. Esta corja tem todo o direito de deixar nosso Brasil ou pedir para ver o sol nascer quadrado. Para revertermos este tenebroso quadro são necessários muitos “Joaquins Barbosa” e também muitos “Sérgios Moro” . Isto tudo é difícil, mas existe a esperança. Vamos ser esperançosos, coerentes e votar conscientes, o que estamos precisando é capacidade e também honestidade.

Wellington A. Sampaio (administrador aposentado) Londrina

Virou “ casa da mãe Joana”

Se a engrenagem não girar macia e conforme foi projetada, ela vai criar atritos, desgastes e consequentemente danificar-se. A metáfora é para desenhar o que está acontecendo no Brasil, no momento em que estamos vivendo, relativamente à sua conjuntura política. A linha mestra, que é a Constituição, se seguida certinho, não vai gerar nenhum atrito. Para isso basta que cada um exerça sua função certinha. Desculpe a platitude, mas é que muitos (e o que é pior, de forma deliberada) não estão cumprindo o que manda a Constituição Federal, ou seja: legislador legislar, judiciário julgar e o executivo executar. No meio disso tudo, o povão, perdido e sofrendo as consequências e, muitas vezes, se não a maioria delas, sendo massa de manobra para interesses. Mas por que isso acontece e como desatar o nó, quando interesses poderosos (pano de fundo de todos os conflitos) não cedem? Como dividir o pão sem que a parte forte (acostumada às alturas, sendo em boa parte das vezes através de rotinas escusas) seja afetada e diminua? Então, e a história já nos mostrou isso em muitas ocasiões, que quando a tensão aumenta e o bom senso diminui, é quase inevitável que se busque remédios amargos, que aliás, se usa às todas desavenças quando o diálogo é esquecido, mas cujo efeito colateral todos saem perdendo. Pena que sempre apostam nisso, e perdem, perdemos.

José Roberto Brunassi (advogado) Londrina

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