Não teve golpe militar
Em 1964, o então presidente João Goulart, convicto de que o seu plano de comunização da pátria amada tinha sucumbido, fugiu para o Uruguai. Para evitar a cubanização do Brasil e estancar a conjuntura catastrófica, que assolava todas as instituições públicas nacionais, a “única alternativa” plausível naquele momento histórico foi o de pedir socorro às Forças Armadas. Esta medida foi viabilizada, por entidades de natureza “civil”, de maneira pacífica e ordeira, através de uma plêiade de governadores, com o apoio dos meios de comunicação de massa, atendendo o clamor da nação brasileira. Portanto, a atribuição de “golpe militar”, ou mesmo de atitude inconstitucional, não se sustenta. A vontade soberana de um povo deve sempre prevalecer sobre a letra fria de códigos jurídicos. Se hoje vivemos um estado democrático de direito, com plena liberdade de ir, agir, pensar e ter, devemos ao glorioso Exército Nacional Brasileiro, que nos proporcionou 21 anos de ordem, progresso, decência, dignidade e honestidade.
ROBERTO DELALIBERA, bacharel em direito (Londrina)


A um jovem Bolsonaro
Prezada professora e avó Luzia Leonor C. Silva, que alento a leitura de sua aula de democracia e de verdade (A um jovem Bolsonaro – 10/4), em resposta extensiva a tantos desgarrados “netinhos” que escrevem para esta Folha sandices na vã tentativa de justificarem ações covardes de regimes autoritários que matam, torturam, mentem e censuram. Ironicamente, exercem a sua liberdade de expressão para exaltar criminosos e torturadores, desde que as vítimas e os torturados tenham ideias diferentes das deles. Torço para que essas pessoas um dia reflitam sobre suas palavras, mas se isso não acontecer, não se incomode, pois somente o conteúdo das palavras “professora” e “avó” tem muito mais dignidade do que todas as patéticas juras de amor às ditaduras, juntas, poderiam imaginar.
ALBERTO CHAHAIRA SOBRINHO, pedagogo e gestor público (Bela Vista do Paraíso)


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