OPINIÃO DO LEITOR - Nada a comemorar
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terça-feira, 08 de dezembro de 2020
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Nesse 9 de dezembro é comemorado o Dia Internacional Contra a Corrupção. Em nosso país podemos afirmar que essa prática delituosa é a maior mazela que nos atinge. No ranking de 180 países somos o 106º colocado no combate à roubalheira dos nossos agentes públicos; vergonhosamente a nossa nota é 35, numa escala de 0 a 100, atrás de países como Tanzânia, Argélia, Gâmbia, Gana, Etiópia, Equador, Cuba, Peru, entre outros. Na melhor fase da luta contra os malfeitores brilhou a Operação Lava Jato que, pela sua curta duração em relação a necessidade de um combate permanente às falcatruas, foi como um cometa que riscou o cenário da delinquência político-governamental brasileira. Criada pela iniciativa heroica de um juiz federal, atuou de forma intensa por metade de uma década, enfrentando todas as armas sujas e golpes rasteiros dos corruptos escudados pela parte podre do judiciário. Extinta pelas mãos de um falso messias, adesista e oportunista que dela se valeu para galgar ao poder, foi frustrante e entristecedor ouvir de viva voz do presidente a sentença de morte da operação; disse Bolsonaro sem nenhum constrangimento: "Eu acabei com a Lava Jato". Um ultraje, um deboche e uma atitude que causou muita indignação aos brasileiros honestos. E, assim, o Brasil continua no seu calvário do atraso, ferido e sangrando pela roubalheira instalada em grande parte dos poderes da República. São políticos, agentes públicos e governantes que se tornam milionários, saqueando os cofres públicos e roubando a esperança dos brasileiros em ter um país mais justo. Quiçá ainda possamos comemorar um 9 de dezembro com as nossas cadeias lotadas de criminosos do colarinho branco.
Ludinei Picelli (administrador de empresas) Londrina
Venda dos Mercados Municipais
Apenas um esclarecimento para Amanda Arias More, com nota publicada em 05/12/2020. A determinação de vender os Mercados Municipais de Londrina não tem a intenção de construir casas populares nos lugares que eles ocupam. Até porque o espaço resultante das suas demolições seria inviável para isso. O que o governo municipal quer é vendê-los e usar o dinheiro conseguido na venda para construir conjuntos habitacionais sabe-se lá onde - preferencialmente bem distante dos centros comerciais existentes. E isto ficaria a cargo da COHAB que, sabemos hoje, não executa mais este trabalho, visto que os atuais conjuntos residenciais para pessoas de baixa renda são financiados pelo governo federal através de licitações com construtoras e com toda a sua parte financeira controlada pela CEF. À COHAB cabe o controle da fila de espera. Percebe-se que algumas coisas não estão bem explicadas nesta vontade da nossa prefeitura.
Nina Cardoso (psicóloga) Londrina


