Não foi só a Covid-19 que destruiu vidas humanas em 2020. A destruição de 4 milhões de hectares do Bioma do Pantanal ficaram para a história de todos aqueles que defendem a Natureza e a Vida. Nem mesmo o célebre pensamento do chefe da tribo Sioux, nos USA, quando tiveram que transferir suas terras para o Governo sob a ameaça da Cavalaria Americana, seu chefe falou: “no dia em que os brancos derrubarem a última árvore, contaminarem sua biodiversidade, poluírem seus rios e matarem seus últimos peixes irão descobrir que não poderão se alimentar de dólares, e nós aqui de reais. Aqui em pleno século XXI, não foi diferente. A prova das atrocidades contra a indefesa biodiversidade, seus rios mortos em função das cinzas. Nada sobrou, nem alimentos para a fauna nem a flora. Tudo começou na suposta regeneração das pastagens, depois vieram os incêndios criminosos que permaneceram por 90 dias até os dois estados do Mato Grosso declararem estado de emergência e tragédia. Continuou até 120 dias para declarar estado de calamidade pública para que o inoperante governo federal liberasse as minguadas verbas. Tarde demais. Tudo queimou, tudo secou, tudo se acabou. Nossas crianças, que antes conheciam os animais do bioma, agora não mais poderão vê-los em seu habitat natural. Esse é o trágico legado do ano de 2020, a destruição da fauna, flora e a biodiversidade, tudo isso provocado pelos supostos seres humanos. Com tristeza pela biodiversidade e as gerações futuras. Se preparem para 2021, com a escassez de água nos reservatórios, como a Lei da Causa e Efeito.

José Pedro Naisser (ecologista) - Curitiba

Mercados municipais

Apenas um esclarecimento para Amanda Arias More, com nota publicada em 5/12/2020. A determinação de vender os Mercados Municipais de Londrina não tem a intenção de construir casas populares nos lugares que eles ocupam. Até porque o espaço resultante das suas demolições seria inviável para isso. O que o governo municipal quer é vendê-los e usar o dinheiro conseguido na venda para construir conjuntos habitacionais sabe-se lá onde - preferencialmente bem distante dos centros comerciais existentes. E isto ficaria a cargo da COHAB que, sabemos hoje, não executa mais este trabalho, visto que os atuais conjuntos residenciais para pessoas de baixa renda são financiados pelo Governo Federal através de licitações com construtoras e com toda a sua parte financeira controlada pela CEF. À COHAB, cabe o controle da fila de espera. Percebe-se que algumas coisas não estão bem explicadas nesta vontade da nossa Prefeitura.

Nina Cardoso (psicóloga) - Londrina

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