No novo testamento existe uma passagem em que Jesus Cristo, ao passar por Jerusalém, chorou copiosamente profetizando que “Jerusalém seria destruída e não sobraria pedra sobre pedra”, o que aconteceu nos anos 70 da era cristã. Constatamos ai que tudo passará, o poder, a glória, os prazeres mundanos, os bens terrenos e tudo o que existe. Dessa lição podemos concluir que a nossa visão da felicidade terrestre é fútil e passageira. O imenso orgulho daqueles que se acham imponentes e maiores em gloria, sabedoria e riqueza passará mais dias menos dias. Na incontrolável “fogueira das vaidades”, com o passar dos dias, tudo se revelará banal, trazendo aos olhos do mundo, a pequenez, a inutilidade daqueles que só pensam em grandezas, dinheiro e vaidades terrenas. A solidariedade, a partilha dos bens, a compaixão para com o outro são a grande verdade da paz terrena e na eternidade também. É claro que todos devem trabalhar, ganhar a sua vida, senão o que seria de cada um, porém os que tem a sorte ou o dom da fortuna, devem repartir e servir aos irmãos que têm necessidade. A riqueza é o produto do trabalho, em geral, porém existem aqueles que aproveitaram do mal que sabem ou querem fazer para ludibriar, engodar, fraudar o próximo. Isso leva a inquietude, quando não ao desespero, a derrota certa. Por tudo isso, a busca da paz está na ética, na compaixão ao próximo e, até na divisão do muito que se conseguiu. Ninguém pode dizer: “Eu tenho muito porque trabalhei e consegui”, pois mesmo que seja, trabalhando duro, sofrendo e gemendo e tendo vida honesta e séria, temos o dever de compartilhar. Como diz, Clovis de Barros: “A maior lição de Jesus Cristo foi aquela que dizia: a felicidade reside em servir ao próximo.”

Servio Borges da Silva (advogado) Londrina

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