OPINIÃO DO LEITOR - Editorial
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de abril de 2019
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Editorial
Parabéns à Folha pelo oportuno editorial “Ditadura, o que nem se sabia” (8/4), no qual lembra as torturas, mortes e desaparecimentos provocados pela ditadura militar derivada do golpe de março de 1964. E também os crimes praticados pelos extremistas de esquerda que a combateram. É lamentável – e preocupante - que, 55 anos depois, esse regime nefasto seja reverenciado pelo presidente da República – admirador confesso do maior torturador do período - e tido como modelo por muitos de seus apoiadores.
JOSÉ ANTONIO PEDRIALI, jornalista (Londrina)
Exibição de documentário
Comunico minha insatisfação com a matéria: “Evento tido como revisionista sobre o golpe militar gera tumulto na UEL“ (4/4). Informações cruciais foram omitidas, resultando em uma falta de entendimento da real situação por parte dos leitores. O documentário não faz apologia à ditadura militar, nem remete a qualquer forma de saudosismo ao período. Os integrantes da UEL Livre são contra a ditadura e qualquer forma de tortura, tornando infundados os protestos contrários à exibição do documentário. Um grupo de militantes extremistas realizou manifestação contrária no mesmo momento e local (com o consentimento da reitoria), bloqueando o acesso às saídas, encurralando os espectadores em sala de pouca ventilação. Quem ousou sair foi agredido verbal e fisicamente. O uso da palavra “tumulto” minimizou a intimidação e opressão sofridas. A afirmação: “O filme, considerado 'revisionista' por enxergar a assunção do poder pelos militares no Brasil uma revolução, e não um golpe“, é inverídica e redigida um por jornalista que confidenciou não ter assistido ao documentário. Confio no discernimento da Folha para que matérias tendenciosas sejam filtradas antes de chegar aos leitores.
MAIARA PIVA, aluna mestranda e fundadora do Movimento UEL Livre (Londrina)
Nota da redação
A reportagem em si não se trata do filme "1964 - Entre Armas e Livros", mas, sim, do protesto do movimento estudantil que o evento em que o filme foi exibido provocou na universidade. Ademais, a própria missivista admitiu à reportagem que não houve agressões físicas por parte dos manifestantes, apenas verbais.


