Dúvidas é o que mais temos desde que nascemos, respostas o ser humano busca desde que se colocou como um ser racional e portanto diferente dos animais. Mas para responder todas as questões que ao longo da história tirou a humanidade da inércia, alguns se destacaram, como colocou muito bem Ronan W. Botelho no seu excelente artigo desse domingo (27/11/2021) , como René Descartes, Karl Marx, Zygmund Bauman, Guiovanni Arrighi e tantos outros. Esses tiraram a humanidade do comodismo e nos puseram a pensar, e como dizia René Descartes "Se penso, logo existo".

Portanto vamos "pensar" brasileiros e brasileiras, se a Europa está passando por uma crise de abastecimento de produtos, pois focou na produção de tecnologia e investimentos, se esquecendo do princípio básico da sobrevivência humana, de se alimentar para continuar a sua existência, dependendo de países produtores de alimentos como o Brasil, temos que tirar o maior proveito disso. Mas essa produção têm que vir acompanhada de estudos, tecnologia e investimentos, para que a nossa produção aumente sem prejudicar ainda mais o meio ambiente.

Somos o celeiro do mundo, temos terra fértil, mão de obra especializada em todas as áreas do agronegócio, mas o Governo Federal têm que dar mais incentivo ao pequeno e médio produtor para que tenha as mesmas condições que o grande latifundiário, que usa muita tecnologia para produzir cada vez mais.

Nessa última reunião de líderes sobre o meio ambiente, a COP 26, nosso país infelizmente foi mal representado, mas temos potencial de ser o país mais avançado nessa questão, mas protegendo nossa Terra para as futuras gerações. Em 2022 teremos eleições, e com ela muitos "salvadores da pátria" surgirão com discursos sensacionalistas, mas com pouca fundamentação, e cabe a nós, eleitores usarmos de fato a famosa frase de Descartes: "Se penso, logo existo". Então, brasileiros, vamos pensar e mudar nosso país. De "voto do cabresto" para "voto consciente", vamos sair do "coronelismo" para uma democracia de fato e de direito.

Amegilda Neves de Almeida Oliveira (professora da Rede Estadual de Ensino) Florestópolis

A opinião da autora não reflete, necessariamente, a opinião da Folha.

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