OPINIÃO DO LEITOR - Duas matérias especiais


Como sempre, a nossa Folha de Londrina fornece aos seus leitores a oportunidade de tomarem conhecimento de temas atuais que, de outra forma, poderiam passar desapercebidos. O primeiro, diz respeito à opinião da filha de Olavo de Carvalho sobre o pai contido nas páginas do livro "Meu Pai, o Guru do Presidente". Extraordinária a comparação dos reais valores de Cristo com a forma que são usados pelos pseudo cristãos. Para citar uma frase: "Onde você vê Jesus pregando a caridade com os pobres, vemos o desprezo que Olavo tem pelos necessitados. Onde você vê Jesus pregando a tolerância, temos Olavo incitando o ódio contra as minorias". Sou do tempo que o nazismo estava em evidência e o ódio às minorias era um dos seus lemas principais! Diz ainda a autora: "qualquer um que questione as ideias e condutas de Olavo de Carvalho pode imediatamente ser considerado, por ele e seus discípulos, um inimigo a ser ofendido, odiado, humilhado, execrado, anulado e destruído" Alguma dúvida a esse respeito, não fosse a firmeza do Congresso e do Judiciário, com o que se prega lá pelas bandas do Alvorada! O segundo artigo leva a assinatura do jornalista Alexandre Garcia que comenta a necessidade urgente da Reforma Administrativa para acertar o desiquilíbrio criado em favor do funcionalismo público. Tem razão o jornalista, mas nunca senti qualquer administrador seja federal, estadual ou municipal com coragem e patriotismo suficientes para corrigir essa terrível desigualdade.


Edgar Baer (advogado) – Londrina



Demagogia e populismo


Na perspectiva aristotélica, a demagogia corrompe a democracia a medida em que os políticos, valendo-se de discursos e atitudes populistas, agem de acordo com seus próprios interesses. Há políticos londrinenses que se utilizam das mídias sociais e dos meios de comunicação de massa para se apresentarem como sendo “do povão”, por meio de "doações midiatizadas" e "linguajar tosco". Enquanto que, na realidade, estão inserindo pouco a pouco toda sua parentela na vida pública. A caridade publicitada não passa de vaidade. Em "O Mercador de Veneza: Ato II, Cena VI", Shakespeare ensina uma preciosa lição ao colocar a seguinte fala na boca do personagem Marrocos: “nem tudo que reluz é ouro.”




Luiz Gustavo Tiroli (acadêmico de Direito) - Londrina 



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