Detentas que se tornam mães

Estive lendo as cartas publicadas hoje, dos estudantes Hiury Henrique Pereira Alves e Ana Julia Fornazari Gabas, comentando a reportagem sobre as mulheres que se encontram detidas no sistema penitenciário, por terem cometido crimes contra a sociedade e que, neste período de detenção tornam-se mães. Considerei que as opiniões emitidas talvez devam-se à pouca idade dos mesmos - são estudantes - e não consigam perceber que sendo ou não mães, estas mulheres cometeram crimes e devem se submeter aos ditames da Lei. Existem normas de convivência de mães e filhos nesta situação singular e estas precisam ser observadas. Da mesma forma que os homens reclamam das condições das instalações penitenciárias, há apenas uma solução para ambos os casos: não cometam crimes, se não quiserem ter de se submeter a estas condições. Não imaginem que ficarão impunes por esta ou aquela condição ou estratégia. Um dia a Lei os alcançará e terá de ser cumprida.

Nina Cardoso (psicóloga) Londrina

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Elitização da vacina

A vacina, como uma oportunidade de voltar a uma vida, vem sendo um meio de esperança para cada brasileiro, e esses, que sofreram de maneira exacerbada os resultados e negligências do governo, veem sua saúde emocional, econômica e física pautadas pelo sucesso da vacinação. A grande questão que assombra a vida dos indivíduos é na forma com que essas vacinas vão chegar à população, considerando que os idosos, indígenas, agentes da saúde e grupos de risco já estejam vacinados, como será a distribuição para grande massa? A ideia que algumas instituições privadas vão escolher cobrar um absurdo na vacina do Covid 19 pode vir a se tornar realidade, contando que aqueles que tiverem condições econômicas deveriam escolher tomar o mais rápido possível, evitando a maior proliferação do vírus. Por outro lado, sabemos que aqueles que ficaram esperando o governo assegurar o direito a vacina, de maneira gratuita, continuarão morrendo por falta de cuidados e oportunidades, já que também não poderão ficar em casa, mas será que a melhor forma de solucionar isso, ou só vivemos em uma utopia que a saúde é um direito do ser humano?

Giulia Matheus Carradore Carraro (estudante) - Londrina

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