Carros x natureza
Brasileiro adora carro! Nossa frota de veículos de passeio aumenta assustadoramente, na contramão da infraestrutura das cidades que são de 50 anos atrás. Londrina não foge à regra. Determinados locais concentram mais carros e pessoas circulando do que outros. Minha residência fica próxima do Hospital do Câncer, Arel, prefeitura, Fórum, etc. e em determinados horários é quase impossível transitar por ali. Por outro lado, observa-se que a prefeitura realiza obras em vários pontos (Souza Naves, Amintas de Barros e outros) derrubando arvores, acabando com gramados, flores, etc., ampliando as vias para dar mais espaço para carros! Muita gente acha essa movimentação positiva, já que o poder público mostra "serviço"! Eu vejo isso com tristeza e preocupação, já que em grande parte do mundo moderno ocorre justamente o contrário, ou seja, ampliam-se áreas verdes, dando menos espaços para carros, incentivando e melhorando o transporte público. No ritmo atual de crescimento da frota de veículos, que futuro aguarda meus filhos e netos daqui a cinco, dez anos?
ODIVAL BENEDITO DE MATOS, administrador de empresas (Londrina)



Injustiça eleitoral
Se um candidato recebe propina – caixa 2 – para fazer a sua campanha eleitoral, e acaba por se eleger por força da “campanha” diferenciada que fez, é como se fosse um candidato de um concurso que colou na prova, ou seja, “roubou” a vaga de outro. E o que faz a Justiça Eleitoral se provocada a se manifestar? Faz o que todos sabemos, nada. Eu digo “nada” porque fazer de forma morosa e permitir que o candidato caloteiro assuma é tornar sem efeito o que ela (Justiça) possa vir declarar oportunamente. Então é de suma importância que a análise de questões como a acima citada tenha seu curso de forma célere e com prioridade absoluta sobre tudo, ao mesmo tempo que o candidato “vencedor” seja liminarmente impedido de assumir até que se conclua a investigação. E, para concluir, uma vez detectada a irregularidade na campanha eleitoral, que se emposse imediatamente o próximo mais votado e jamais o vice do candidato caloteiro, vez que esse também fora beneficiado pela enganação do eleitor. Possível solução? Talvez boa vontade em querer fazer as coisas de modo especial, não permitindo – principalmente nesse caso – as tais chicanas para procrastinar andamentos.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI, advogado (Londrina)




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