OPINIÃO DO LEITOR - As Agruras do Poder
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
Opinião do Leitor
“A verdade vos libertará” (JOÃO 8,32).
Excelente a abordagem da coluna assinada por José Antonio Pedriali, na Opinião do Leitor de 30 de janeiro passado. O que me chama mais a atenção hoje é hipocrisia de algumas pessoas, que só querem “uma verdade”, onde não existe o contraditório, onde quem pensa diferente precisa ser achincalhado e dizimado. “Se for do jeito que eu penso, tudo bem; se não for, vou criticar e destruir”. A abordagem de José Antonio nos mostra que o que vale para um, vale para o outro; se um lado não pode, o outro também não. E teria mais uma coisa, que eu considero como uma “conveniência sagrada”, onde se flutua de uma igreja para outra não por questões de fé, mas de interesses pessoais, mas isso é outro assunto. No fundo, será a verdade que irá nos libertar da hipocrisia.
Pe. Alexandre Alves, de Londrina
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HOFTALON
O Dr. Hasegawa, titular do Hospital Hoftalon, e sua esposa são merecedores de todos os elogios pela missão humanitária realizada na Região Metropolitana de Londrina no atendimento de cirurgias de Catarata, todas custeadas pelo Sistema Único de Saúde. Centenas de pessoas de todas as regiões comparecem, muitas delas na madrugada, em sua maioria idosos, que permanecem por horas nas filas para receber o atendimento. Ocorre que na região onde as filas são formadas e os veículos estacionados, em sua maioria ônibus, localizado na confluência das Ruas Senador Souza Naves, Cambara e Rio de Janeiro são transformadas no caos, não recebendo das autoridades municipais qualquer assistência no sentido de minimizar os impactos que os pacientes estão sujeitos, inclusive com risco de vida. Tudo sem prejuízo de que os veículos particulares ficam estacionados em locais proibidos, inclusive na entrada de garagem dos prédios ali existentes. Assim, deveria a autoridade municipal ter mais respeito com os pacientes que se locomovem de suas cidades para atendimento, não ignorando que devem dar apoio as atividades do Dr. Hasegawa que está fazendo sua parte.
Carlos Henrique Schiefer (advogado) - Londrina
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As Agruras do Poder
O Presidente da República Jair Bolsonaro (o Messias!), em entrevista concedida no café da manhã com jornalistas (21/12/2019), desabafou que é difícil ser feliz na vida cotidiana do cargo público que ocupa. Concordo! A responsabilidade por chefiar o poder Executivo do maior país da América Latina (oitava economia do mundo!) não é fácil! O Brasil, de grandeza continental, possui muitas carências e necessidades públicas (Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura e Saneamento são alguns exemplos). Nós temos a maior carga tributária do mundo e uma das maiores desigualdades sociais do planeta. Poucos ricos; milhares vivendo abaixo da linha da pobreza. Se você, leitor, não acredita nisso: visite os condomínios fechados da sua cidade (intramuros) e a fila do SUS no Hospital Público mais próximo da sua casa; a guisa de comparação simplória. Vale lembrar também que o Presidente da República, e a sua "ekipeconomica", ainda não conseguiu minimizar a angústia de 12 milhões de desempregados deixados de herança por Dilma Rousseff (e foi eleito para isso!). Todavia, em um ano de governo, devemos reconhecer que o Presidente fez, com seu jeito não muito cordial de ser, grandes avanços como, por exemplo, desaparelhar a corrupção endêmica deixada pelo governo petista durante esses longos 16 anos passados (culpa nossa, eleitores brasileiros!). Agora, diante dessas agruras reveladas aos jornalistas, deslumbra-se enigmática a vontade de disputar eleições para continuar no cargo a partir de 2022. O Rei Salomão (Século X antes de Cristo) qualifica o anseio como “vaidade das vaidades!”. Cabe ao Presidente da República refletir melhor antes de tomar decisão, observando a máxima de Dante Alighieri “estampada no átrio” do Palácio do Planalto: "Oh, vós que entrais, abandonai todas as esperanças!".
Ricardo Laffranchi (advogado) - Londrina
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HÁ 40 ANOS - EDIÇÃO 31 de janeiro de 1980
Lavoura e emprego - por Luiz Geraldo Mazza
Dizem os jornais que o Ministro Delfim neto está com uma preocupação: o desemprego. Ele, próprio, entende que se o País continuar crescendo a taxas de 7 por cento ao ano isso não dará o dinamismo suficiente para absorver a gigantesca mão-de-obra ociosa. Repetiu que a grande esperança para esse aspecto do pleno emprego é a agricultura. Como compatibilizar, porém, uma agricultura que ocupe fartamente a força do trabalho com o mita das “empresas rurais”, bem badalado pelo Governo, que busca, atingir o máximo em mecanização e automação. Como acreditar que a lavoura ocupe o trabalhador se os novos ciclos - como o da soja em cultura rotativa - tendem à concentração fundiária e ao uso intensivo da mecanização? A esperança de uma lavoura agregadora de mão-de-obra está no café ou cana-de-açúcar. O primeiro já mostrou, historicamente, aqui no Paraná como em outros pontos do País, que é uma cultura de efeitos multiplicadores fortíssimos. Como esperar que a agricultura observa mais trabalhadores quando o preço mínimo, aparentemente compensador, é neutralizado pela elevação descontrolada aos insumos.