Foi com muito sofrimento que o torcedor alviceleste viu o Londrina E.C. dar a volta por cima e recuperar o seu lugar no seleto grupo das 40 melhores equipes do futebol brasileiro. O retorno já no primeiro ano do descenso também serviu para firmar o clube como uma agremiação de tradição, grandeza e respeitabilidade no cenário nacional. Estamos novamente na série B e temos que nos preocupar com o que vem pela frente. Com o contrato de parceria renovado por mais 5 anos, o gestor e a diretoria do clube terão mais tranquilidade para planejarem voos mais altos no futebol e na solidez estrutural da instituição. Não desejamos passar novamente pelo amargor da série C. Por outro lado, lamentavelmente tem faltado apoio da cidade. Temos visto equipes de localidades bem menores com um encorpado quadro associativo e até pagando ingressos virtuais para contribuir com o time, o que é difícil de ser implementado por aqui. No que tange a patrocinadores, as dificuldades são enormes; uma ou outra empresa se apresenta para estampar o seu nome nas camisas da equipe. A própria prefeitura deixa a desejar no que se refere à adequação e excelência de funcionamento do Estádio do Café. Nas arquibancadas apenas os costumeiros 1.500 heróis torcedores incentivam o time. Todavia, nas vitórias retumbantes e nas conquistas exponenciais sempre aparecem os oportunistas de plantão para tirar vantagem de imagem e do sucesso do Tubarão, sem dar a sua contrapartida. Londrina precisa abraçar o Tubarão. Essa falta de apoio está totalmente em descompasso com a valiosa imagem e importância que a equipe ocupa no ranking do futebol.

Ludinei Picelli (administrador de empresas) Londrina

Custo Brasil

Muita gente e o próprio presidente da República já falaram em “Custo Brasil”. Afinal o que é isso? Seu significado é o custo necessário à produção de bens e serviços no Brasil. De modo que, para produzir certo bem ou serviço é necessário investir nos encargos salariais, sociais e tributários, além de matérias primas, energia, combustíveis etc. Até aqui o assunto foi curto e agradável, mas daqui para frente o mesmo assunto fica triste e longo. Tudo começou na década de 1960, quando o ministério do Planejamento preconizou criar o ICM de 17% para substituir o imposto de 5% - a partir daí tudo ficou mais caro, principalmente a mercadoria. Contudo, até aí, o problema era só interno do País. No entanto quando o mundo globalizou a economia, aí então começou surgir o problema na economia brasileira. Até porque o imposto alto provoca o custo alto e o custo alto ocasiona o preço alto dos produtos. Em consequência, os produtos baratos da China dominaram o mercado brasileiro. Perdem-se na concorrência, quebram-se empresas e desengonçam-se empregos. Eis aqui a raiz do nosso problema.

Osamu Arazawa (contador) Londrina

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