OPINIÃO DO LEITOR - A ciência como lhe aprouver
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de outubro de 2020
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O Presidente da República recomenda o uso de um remédio que não encontra um mínimo consenso na comunidade científica quanto a sua eficácia no combate ao vírus Sars-CoV-2. Para ele, o remédio “não tem comprovação científica que seja eficaz.’ Mas também não tem comprovação científica que não tem comprovação eficaz. Nem que não tem, nem que tem”. Em relação a vacina desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan (120 anos de tradição), Jair alegou que “antes de ser disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente”, haja vista que o povo brasileiro “não será cobaia de ninguém”. A preocupação com o método científico não parece ser constante para o Governo Federal. Tenta-se reduzir a ciência à mera posição ideológica, e a saúde pública a combate político. Enfim, a hipocrisia.
Luiz Gustavo Tiroli (acadêmico de direito) Londrina
A carta do Adoniro
Com o título "Quero Trabalhar", o leitor Adoniro Prieto Mathias publicou carta nessa coluna, no dia 22 d e outubro, na qual repete as reiteradas recomendações do poder público para que não se dê dinheiro a pedintes nos sinaleiros, uma vez que existe na prefeitura departamento que cuida do atendimento à população em situação de vulnerabilidade social. Se analisarmos com a necessária isenção veremos que Prieto retrata com fidelidade uma triste realidade existente em todas as cidades brasileiras de médio e grande porte, cujas soluções consideradas impossíveis, desafiam as administrações municipais, em especial naquelas cidades onde proliferam as chamadas "cracolândia". A afirmação de que parte dos pedintes constitui-se de pessoas saudáveis é a mais pura e triste ralidade, podendo ser constada nos locais citados pelo missivista, onde jovens interpelam os transeuntes em busca de dinheiro. É imperioso que o nosso Brasil retome sua normalidade e que surjam oportunidades a todos para trabalhar e, assim, atenue essa triste e cruel situação existente, que nos causa vergonha em sermos caracterizados como " o país da desigualdades"
Antonio da Silva Pinhatari (bacharel em direito) Londrina
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MEMÓRIA
24 de outubro de 2016
Congresso vai discutir financiamento público ou volta das doações de empresas
Antes do desfecho do período eleitoral – 55 cidades no País ainda vão passar pelo segundo turno para a escolha do prefeito, no próximo dia 30 – o Congresso já pensa em alterar o financiamento das campanhas políticas. Na pauta estão propostas como a criação de um fundo específico para a disputa, embrião do financiamento público, e a volta das doações de pessoas jurídicas, proibidas na disputa atual por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Estava prevista para a última quarta-feira (19) a instalação da comissão especial na Câmara Federal que discutirá mudanças no texto constitucional para as próximas eleições gerais em 2018.


