OPINIÃO DA LEITOR
Tragédia no Bosque
Demorou para que o Bosque fizesse mais uma vítima entre tantas que por lá passavam! Símbolo da incompetência e ineficiência da gestão pública, o espaço criado no início da cidade perdeu sua função original de local público para o lazer e esporte da comunidade. Aos poucos, foi transformado num local insalubre, fétido, perigoso e como é de praxe abandonado, mal cuidado e moradia de marginais e mendigos! Há muitos anos vem se empurrando com a barriga um patrimônio da história de Londrina num vergonhoso troféu da nossa feiura e pobreza de ideias nas resoluções deste problema crônico no centro da cidade! Chega de improviso e gambiarras! A rua central tem que ser reaberta para o fluxo de veículos no caótico trânsito urbano, a maioria das árvores está condenada e deve ser derrubada, o replantio se faz no seu entorno já eliminando as indesejadas aves e seus resíduos orgânicos, recuperação da área de lazer e esportes. Já a parte de cima ,ao lado da Catedral, deveria ser transformada em um grande estacionamento municipal, mas pago no quadrilátero com a maior densidade populacional de nossa cidade. A arrecadação com os veículos estacionados seria revertido para manutenção e segurança do próprio Bosque, palavras proibidas no local há muitos anos! Só nos resta pedir a Deus forças à família de uma jovem com seus 34 anos de idade vítima fatal de um descaso e costumeiro hábito de nossa marca registrada brasileira: o desrespeito pela vida!
GLAUCO BORBA (dentista) Londrina
Ineficiência administrativa
Lamentar a morte da agente da Zona Azul Ellen Cristina de Oliveira, atingida por um galho na avenida Rio de Janeiro, é só o que a comunidade londrinense pode fazer? É inacreditável que algo que se comenta há vários anos tenha chegado ao ponto de ceifar a vida de uma pessoa por ineficiência administrativa. É sabido que Londrina possui dezenas de árvores visivelmente comprometidas e até com solicitações de poda há anos e vemos dia após dia as mesmas desculpas. Triste final de ano para a família londrinense que, cansada de tantas promessas, verá com certeza ainda outras árvores caindo, só espero que não em cima das pessoas. Vale lembrar que janeiro e fevereiro são os meses nos quais chove muito. Os restos das árvores caídas e que ainda não foram recolhidas serão levadas pela enxurrada entupindo bueiros e causando transtornos ainda maiores. Fora as velhas árvores podres que estão prestes a cair. Fala mansa e promessas, com certeza, não irão fazer de Londrina uma cidade com perspectivas melhores. A cidade precisa de gestão eficiente que não fique no blá-blá-blá e mostre a que realmente veio. Que o nosso bom Deus conforte a família da agente Ellen Cristina de Oliveira.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (Professor ) - Londrina
Para que dom Geremias?
A vinda de um novo arcebispo gera em nós, católicos, grandes expectativas. Entre elas, o desejo de que este novo pastor traga paz, alegria e esperança colaborando para que a Igreja permaneça cada vez mais unida e fraterna. Com dom Geremias, não foi diferente. Que alegria quando soubemos de sua nomeação. Porém, de imediato, esta alegria deu lugar a uma grande tristeza ao anunciar a transferência de monsenhor Bernard. Falar das qualidades do monsenhor é desnecessário, embora eu as conheça bem, pois já fazia parte da comunidade Imaculada Conceição quando ele aqui chegou. Tive a graça de fazer parte dos movimentos para jovens católicos daquela época e aprendi a amá-lo e respeitá-lo como pessoa íntegra que sempre foi e sacerdote dedicado. Digo isto com conhecimento de causa, pois há 51 anos ele celebrou meu casamento bem como batizou meus 3 filhos. Entendo que os padres precisam sim ser transferidos assim como o monsenhor poderia ter sido transferido em outra época de sua vida. Hoje é inconcebível. Dom Geremias, na vida tomamos muitas vezes decisões erradas e, com todo respeito que lhe devo, permita-me dizer-lhe que isto acontece também com o senhor. Estamos prestes a celebrar o Natal. Será que o Menino Deus está feliz em ver um filho que sempre lhe foi fiel no anúncio do Evangelho e no trabalho pastoral passar por esta tristeza tão desnecessária para o momento? Diz uma canção natalina: "Natal é tempo de rever, da gente amar e renascer...". Não deixe este tempo passar sem fazer um exame de consciência e rever a sua atitude, ame seu irmão de sacerdócio tendo caridade para com ele que está com 78 anos e, por fim, faça renascer a alegria no coração de todos os londrinenses. A exemplo do anjo que anunciou o nascimento de Jesus anuncie também na missa de Natal que monsenhor permanecerá na Catedral. Com certeza, todos a uma só voz entoarão: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade". Sua bênção!
VERA LUCIA GUIDUGLI GOLONO (professora aposentada) Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





