OPINIÃO DA FOLHA
Igrejas e religiões
Inicia-se o ano de 2018 e com ele os problemas antigos, bem como os que ainda irão surgir no tocante a toda a instabilidade política que vive o nosso Brasil. O que estamos acompanhando há tempos no nosso país é inaceitável, e mais inaceitável é o silêncio das igrejas e religiões de diversas crenças. Cadê os representantes da Igreja Católica em suas paróquias e cúrias, do conselho de pastores e os representantes das religiões? Nosso povo sofre e cada vez mais morre, e morte indigna de uma omissão governamental (roubos e mais roubos), mas principalmente pela omissão das igrejas e seus seguidores, que ficam calados diante de tanta abuso e arbitrariedades. O que fariam hoje os profetas Amós, Miquéias, Oséias, Jeremias, diante dessa calamidade de corrupção? E quem são os profetas hoje? Até quando ficar olhando um país colorido e de alegria, sendo que o que paira é tristeza estampada em uma escuridão de sofrimento e de indignação? Aos bispos da minha Igreja Católica, coloquem suas mitras na cabeça e o báculo na mão, e conclamem os padres, as igrejas irmãs e também outras religiões, independentemente de doutrina e fé, e se coloquem a frente do povo de Deus e abram caminho para um mundo mais justo, como Moisés que conduziu o povo pelo deserto, e deem um basta nisso! Soltem a voz! Sejamos profetas! Não podemos agir como Pilatos que lavou as mãos, pois o Cristo de hoje é o povo que sem voz e sem vez ainda luta pela esperança. E cabe a nós fazermos este Reino de Deus acontecer aqui e agora, neste novo céu e nova terra, pois de outra forma, Jesus ainda permanecerá na cruz, na falta de saúde, segurança, alimento, moradia, emprego, etc. Devemos ser libertados. Senão for pelo amor do povo, que seja pelo Amor em Deus! Que assim seja. Paz e bem!
JUAREZ ARNALDO FERNANDES (empresário) Londrina
Abuso dos pedágios do Paraná
Faço coro com dezenas de leitores da FOLHA que já usaram esta seção para protestar contra os pedágios do Paraná. Viajei com a família, entre Natal e Ano Novo, de Londrina ao litoral e pude novamente constatar o assalto imposto aos paranaenses, como: a) preços abusivos praticados pela CCR Rodonorte que, em 5 pedágios, nos 386 km arrecada R$ 55,50; b) o número assustador de buracos nas rodovias, que colocam em risco nossas vidas e de nossos familiares, pois vi inúmeros acidentes; c) inexistência de livro de reclamações ou gerente presente para ouvir as queixas dos usuários (conforme constatei in loco) e ouvidoria que atende somente nos dias úteis em horário reduzido do comercial; d) filas frequentes com buzinaço dos insatisfeitos (inclusive eu) tudo feito para forçar a aquisição do "Sem parar" que sobretaxa o usuário; e) banheiros sujos, sem papel e malcheirosos. Resta-me parabenizar o Governo Lerner pelo entreguismo de nossas rodovias construídas anteriormente e que tinha manutenção pelo DER. E também ao Governo Requião que ganhou a eleição iludindo o povo, dizendo que o pedágio é roubo e que terminaria no dia seguinte à sua posse. Poder Judiciário, Fiep, Tribunal de Contas e CNT - nada puderam fazer contra a extorsão praticada desde 1997 - de tão bem feito são os contratos leoninos. Por fim, sugiro que não haja renovação ou adotem algo próximo ao modelo da concessão Curitiba-Florianópolis de 303 km, totalmente duplicada, monitorada por câmeras, painéis de led com informações atualizadas por menos de R$ 10 em todo percurso; este sim, tem valor compatível com o bolso dos paranaenses que bancaram nossas rodovias para a concessionária usurpadora. Será que alguém já fez algum estudo sobre o impacto negativo da falta da duplicação ou da própria implantação do pedágio no bolso do cidadão do Paraná?
EDUARDO TOMASETTI (comerciante) - Londrina
Aids e prevenção
Após ver o filme "120 batimentos por minuto" o que eu imaginava se confirmou: as autoridades do Brasil atual negligenciaram tanto a prevenção da aids que caso não aconteça uma ação das pessoas jovens, vivendo com HIV e aids, tal qual relatada no filme no início da epidemia na França, teremos a confirmação de uma tragédia anunciada. Visto que os jovens brasileiros aparentemente demonstram uma inércia diante dos fatos políticos recentes, principalmente contaminados pela onda moralista, dificilmente o que se anuncia deixará de acontecer.
ADEMIR BENEDITO ALVES DE LIMA (colaborador da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids) Londrina
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