OPINIÃO DA FOLHA
O povo tem sede de vingança
O supremo ministro Gilmar Mendes é um juiz de coragem! Indicado ao STF em 2002 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, oriundo da carreira pública de advogado-geral da União e com título de doutorado em Direito Constitucional pela Universidade de Munster (Alemanha), é fluente em cinco idiomas e é um dos grandes sábios da nossa Suprema Corte. Para ser ministro do STF, como nós sabemos, não basta reputação ilibada e notável saber jurídico, é preciso dominar também as ciências da filosofia, da sociologia, da criminologia e da história da humanidade. Ao ser investido no cargo, que é vitalício e inamovível (não pode ser transferido!), recebeu a toga preta do Estado - símbolo que outorga a ele, e a todos os seus pares, a liberdade de expressar as suas convicções, assim como representa a independência entre os poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário). A separação dos poderes da República foi idealizada no século XIX por Charles-Louis Montesquieu e é o "DNA" dos países que adotam o regime democrático de direito. As decisões de Gilmar Mendes, muitas vezes polêmicas, não buscam a vingança social, mas a aplicação técnica e impessoal das leis para se fazer Justiça! Vale lembrar que prisões cautelares não são condenatórias. Uma vez decretadas, elas devem perdurar pelo prazo legal ou até que o Ministério Público reúna todas as provas necessárias para se denunciar os indiciados. Cumprido esse tempo, as prisões devem ser necessariamente relaxadas. A Constituição Federal prima pelo princípio da presunção de inocência, pela ampla defesa e pelo direito ao contraditório de todo acusado. O STF é composto por 11 ministros porque, evidentemente, sempre haverá divergência de livres convicções sobre as matérias que lhe são submetidas à apreciação. Desse modo, submetida à deliberação, vencerá a tese que obtiver a maioria dos votos, cuja decisão final tem efeito imperativo para todos os cidadãos brasileiros (erga omnes). Se a democracia assim não fosse, ainda estaríamos ao tempo do julgamento popular (vingança!) que, sob a condução do governador romano Pôncio Pilatos condenou o filho unigênito de Deus à cruz e soltou Barrabás, o homicida! A história, quando conhecida, nos impede de cometer novos erros!
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) Londrina
Remendos da Sanepar
Não basta termos as tarifas de água mais caras do Brasil. Aqui, nas ruas do Jardim Bandeirantes, principalmente nas esquinas, há muitos buracos causados pelos remendos malfeitos pelas terceirizadas da Sanepar. O gestor técnico da administração anterior assinou um contrato que prevê normas para que a Sanepar mantenha o asfalto do mesmo jeito que encontrou antes de abrir suas valetas. Gostaríamos de saber quando essas normas começarão a ser fiscalizadas e cumpridas.
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (gestor de RH) - Londrina
Pau de galinheiro
Como se fosse a mais pura samaritana e um poço infindável de honestidade, a insuportável senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) despejou uma enxurrada de críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Isso me faz lembrar o episódio da mulher que todos os dias olhava pela janela e criticava a sujeira da cortina da vizinha, quando na realidade a sujeira toda estava no vidro da janela dela. Ah, dona Gleisi, vá te catar!
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Tecnologia
Hoje, a tecnologia interfere muito em nossas vidas. Algumas pessoas acreditam que isso tira a atenção dos jovens nos estudos, o que não deixa de ser verdade. Mas a tecnologia também ajuda muito no nosso dia a dia, pois podemos executar tarefas com uma facilidade muito maior, como pedir um táxi, comunicar-se com parentes distantes e até ligar um carro. Ações como essas podem ser realizadas com um simples aparelho de celular. Além disso, qualquer pessoa pode fazer uso da tecnologia. Minha avó, 64 anos, sabe mexer no seu celular melhor do eu e meu irmão com apenas 5 meses já jogava no Ipad. E pensar que alguns anos atrás nem existia celular! Na minha opinião, as tecnologias, de maneira geral, são modos de facilitar nossas vidas, mas se usada em excesso pode prejudicar. Por isso, é importante ter equilíbrio.
MARIA EDUARDA CARVALHO MOLLER (estudante) - Londrina
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