OPINIÃO DA FOLHA
Triste domingo!
Aguardamos com muita expectativa e ansiedade o jogo LEC x Juventude. Após sair perdendo por 1 x 0, o LEC conseguiu o empate. Esse empate que persistiu até os 41 minutos do segundo tempo, assegurava a continuidade do nosso time na próxima fase da Série D e poderíamos sofrer mais um gol. Entretanto, tomamos mais dois gols e fomos eliminados. Essa eliminação deve ser debitada ao gestor Sérgio Malucelli que desestruturou o time ao emprestar dois jogadores para a Portuguesa, que dificilmente serão negociados. Esses empréstimos demonstraram falta de visão do gestor que pensou mais no presente do que no futuro, visto que a passagem do LEC para a Série C traria maiores vantagens financeiras.
Até a próxima Londrina
Como sócio torcedor do Londrina e usuário antigo e pontual de duas cadeiras cativas e um box no Estádio do café, quero manifestar minha opinião a respeito de nosso grande Tubarão. Eu e muitos outros londrinenses e moradores de cidades da cercania somos apaixonados por nosso time, porém não acredito que um time que disputa a 4ª divisão tenha a necessidade de ter em seu elenco jogadores caros, como alguns que temos atualmente ("estrelinhas" que precisam ser motivadas a cada jogo). Se adotarmos a política de trabalharmos com jogadores da base e outros ainda em começo de carreira, teremos gente naturalmente motivada o tempo inteiro, pois seu desempenho e o do time é que darão visibilidade e possibilidade de crescimento profissional. O investidor terá custos bastante menores, possibilidade de vender mais jogadores com preços menores, porém em maior quantidade. Com isso, dava para manter os custos dos ingressos, camisas e acessórios bastante acessíveis. Desta forma os jogos em casa estarão sempre lotados, a renda permanecerá a mesma e a paixão dos torcedores criará uma pressão saudável para equipe jogar bem e se manter motivada. Teremos atletas disciplinados e comprometidos com o treinamento incansável de várias jogadas ensaiadas que irão envolver nossos adversários. Parabéns a toda equipe pelo que alcançou este ano.
Verbas públicas para o esporte
Sinto vergonha do que os últimos prefeitos fizeram com Londrina. Tínhamos vários esportes de alto tendimento, como basquete, vôlei, futsal e handebol masculino, todas equipes de primeira linha. No entanto, com o passar dos anos, as verbas para esses esportes foram diminuindo. Hoje Londrina tem apenas o futsal feminino. Não consigo entender até agora o papel da Fundação de Esportes. Ela não consegue administrar bens públicos como o Estádio do Café, VGD e Moringão. Enquanto não conseguiram nem azulejar os banheiros e trocar gramado do Estádio do Café, em Maringá a prefeitura obteve quase R$ 6 milhões do governo federal para adequar o velho Estádio Willie Davids para que seu clube profissional possa disputar o Paranaense em 2014. Enquanto Maringá tem uma verba de R$ 20 milhões para os outros esportes, Londrina conta com apenas R$ 4 milhões. Senhores políticos, está na hora de vocês fazerem um estágio na "Cidade Canção" para aprender um pouco como se deve administrar uma cidade que tem mais de 500 mil habitantes, um orçamento muito maior que o daquela cidade e uma miséria para nosso esporte que já na UTI há muito tempo.
Apaes
Com relação à matéria "Centro especial pode fechar as portas" (Cidades, 30/8), tudo o que funciona em prol dos pobres e mais necessitados neste país parece incomodar sobremaneira as autoridades. As Apaes funcionam elogiavelmente há muitos anos, a despeito da falta de apoio, mas o MEC acha que são dispensáveis. Agora, este Centro especial em Londrina - de cuja existência tomei conhecimento por meio da FOLHA - é exatamente outro órgão destinado a sofrer a "ira" dos burocratas e ser condenado ao extermínio. Coisa primeiro mundo no Brasil só se for destinada à Fifa e seus torneios.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone
e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





