OPINIÃO DA FOLHA
Qualidade animal/vegetal
O governador Roberto Requião, que se encontrava em Brasília, telefonou ontem ao presidente da Sociedade Rural do Paraná, Edson Neme Ruiz, para anunciar que o governo federal acabava de aprovar a destinação imediata, em caráter emergencial, da verba de R$ 120 milhões para a defesa sanitária animal e vegetal no País. É ainda pouco, mas um aumento substancial em relação à verba do exercício anterior, que era de apenas R$ 8 milhões. Essa suplementação se somará às verbas públicas estaduais e privadas já destinadas ao mesmo fim e que no ano passado chegaram a R$ 400 milhões.
O governo federal era praticamente ausente na concessão de recursos para esse setor, e só mobilizou-se este ano graças a um pleito apresentado em novembro no Fórum Nacional de Pecuária de Corte e na reunião nacional dos Secretários estaduais de Agricultura, eventos realizados simultanemente na sede da Confederação Nacional da Agricultura, em Brasília. As providências imediatas serão a liberação da verba e a contratação temporária, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de 450 técnicos de nível médio para auxiliar os já existentes nas tarefas pertinentes a essa campanha sanitária. A cota adicional do Governo do Paraná será de mais 120 desses técnicos.
Como são intensas as barreiras mundiais do mercado importador de alimentos, a preocupação com a sanidade animal/vegetal intensifica-se com a providência agora tomada embora ainda insuficiente dando mais garantias a um dos fortíssimos segmentos da exportação brasileira, hoje, que é o das carnes. No caso paranaense, se tomarmos apenas a pecuária bovina e a febre aftosa, estão vacinados 98% do plantel, de 11 milhões de animais. Um volume expressivo, que persegue a meta de chegar a 100%. Nada mal para o Estado que é o primeiro no ranking brasileiro exportador de carnes de frango e suína, e uma parcela, embora ainda pequena, de carne bovina.
O tema da próxima Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina é justamente a preocupação com a qualidade, a sanidade e a segurança alimentar, para atender ao público consumidor nacional e ao exigente mercado importador dos produtos agrícolas e das carnes brasileiras, de todas as espécies. Estado líder em produção de alimentos, o Paraná vai mantendo, assim, posições de vanguarda na defesa da qualidade, o que significa avanços na maturidade do agronegócio.





