OPINIÃO DA FOLHA
Brasil não pode parar
Não porque José Genoíno, presidente do PT, o tenha dito, mas porque de fato o Brasil não pode parar em face da crise política que, no momento, inflige profundas machucaduras no Governo. Dizer-se, porém como afirma aquele líder político que a Nação está tranquila e que o partido dele também, não correspondente bem à realidade. Se o partido está bem diante do escândalo que envolve a administração pública que ora comanda, ou é insensível ou irresponsável. Quanto à Nação que quer dizer o povo esta sofre com mais esse abalo, e tranquila não está, até por ver esvaírem-se esperanças, que, apesar de tudo, são sempre o poderoso instrumento de fé dos brasileiros.
Passado o período de vacância que, no Brasil, se inicia em meados de dezembro e vai até o Carnaval algo que faz parte da cultura nacional e também porque é um tempo de férias nas instituições, de muito calor e convite às praias, e de descanso para muita gente agora é hora de recomeço, porque se a comunidade governamental promove suas estripulias, a fila ''aqui em baixo'' tem que andar. Certo é que, graves que sejam as denúncias de corrupção, desbarata-se energia demais com incidentes dessa ordem, mais com a espetaculosidade desses fatos e menos com propostas de soluções saneadoras.
Se o PT, ora no poder, demonstra-se despreocupado a não ser com a salvaguarda da própria imagem a nação brasileira não pode deixar-se envolver por ondas paralisantes e nem se abater. Esses incidentes provocam impactos na vida dos cidadãos, mas há que resistir e seguir adiante. Melhor seria se, ao longo da história, sempre tivéssemos tido governantes do tipo desses que impulsionam o progresso e levam junto o povo. Mas assim não tem sido, antes o contrário, porque posturas e ações da esfera oficial entenda-se aí a comunidade que integra os três Poderes, em todos os seus escalões mais tem contribuído para o desestímulo e a revolta dos cidadãos do que para o despertamento do entusiasmo e do ardor patriótico.
É velho o chavão de que, se não se pode contar com o Governo, há que continuar marchando apesar dele. E não apenas isso, mas mobilizar-se contra os seus abusos e, dessa forma, exercer governo. Se as instituições devem ser salvas, há que combater dentro delas aqueles que se desviam. Estes são os caminhos de solução e tarefa de todos os cidadãos que se pensam democráticos. E não deixar-se contagiar, porque uma nação pode sobreviver com maus governantes mas capitulará se perder o entusiasmo e a crença no próprio poder.





