A cidade é grande

A necessidade de reservar salas em bairros distantes para o vestibular, devido ao grande número de candidatos, criou ontem, no primeiro dia de provas, uma situação atípica no trânsito de Londrina. Ônibus, vans e veículos de passeio com placas de outras localidades e até mesmo da própria cidade trafegavam a partir das 12 horas por alguns bairros como se os seus condutores estivessem totalmente desnorteados.
Não podia ser diferente. Londrina é infelizmente uma cidade de sinalização precária, o que leva o visitante a crer que a localidade embora receba não somente os milhares de estudantes que prestam vestibular, mas também participantes de grandes eventos culturais e científicos , foi construída e é mantida como ''um lugar para quem é do lugar''.
O caminho para dois distantes locais de prova na Zona Norte, por exemplo, só dispunha ontem de uma placa indicativa, provavelmente confeccionada e instalada pela Universidade Estadual de Londrina, na borda de um contorno no meio do trajeto. Até chegar à placa o motorista de fora dirigiu pelo sentido, tentando adivinhar que a van à frente ou o automóvel ao lado seguiam para um dos locais de provas. Depois da placa a sinalização desapareceu, como se existisse somente uma via quando na verdade as bifurcações e as opções à direita ou à esquerda surgiam a cada poucos quilômetros.
A lista telefônica de endereços, com o mapa dos bairros, até que serviu para os motoristas da cidade ou mesmo os de fora mais habituados com o trânsito de Londrina. Mas somente em determinados pontos. A partir disso, não por falha da lista de endereços e de seus mapas, mas por falta de placas indicando os nomes de algumas importantes ruas dos bairros, a viagem tinha que ser interrompida.
Para a sorte dos vestibulandos e de seus familiares, a população de Londrina é gentil quando solicitada a prestar informações. E ontem muitos londrinenses puderam contribuir com as pessoas de fora, informando-as. Motoristas de ônibus, vans e de outros veículos que trouxeram candidatos para as provas em Londrina com certeza levarão esta informação positiva da cidade e dirão que, sem a colaboração dos londrinenses seus transportados corriam o risco de perder as provas.
O vestibular chega ao fim amanhã. Mas outros eventos surgirão e alguns, provavelmente, levarão participantes para os bairros. Esta cidade não é mais pequena nem no aspecto geográfico e muito menos quanto à importância. Não se chega a algum lugar dela dobrando duas ou três esquinas. Sinalização aqui é fundamental e nome de rua, se é que as ruas têm nomes, não custa tanto para ser indicada.

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