Ação emergencial contra a corrupção

Uma quadrilha integrada por policiais, inclusive delegados de carreira, foi desbaratada em Curitiba neste final de semana. A acusação que pesa sobre o grupo é o da facilitação da prostituição em saunas e casas noturnas da capital paranaense. O fato é grave e merece investigação rigorosa das autoridades competentes.
No entanto, além das apurações para responsabilizar os envolvidos nesta rede de prostituição, há necessidade de deflagração de uma ampla operação policial e do Ministério Público, visando dificultar as ações de dezenas de quadrilhas que atuam no Paraná, inclusive exportando jovens para outros estados brasileiros e, em alguns casos, outros países, para que trabalhem na prostituição. Cidades turísticas do Estado e de outras regiões do País costumam receber jovens paranaenses enviadas por intermediadores do negócio do sexo.
Quanto à participação de policiais em uma quadrilha de prostituição, o fato apenas confirma uma suposição que só não chega à comprovação por mera falta de mobilidade investigativa das autoridades. O próprio governador Roberto Requião, durante a campanha eleitoral, fez do termo ''banda podre da polícia'' um mote forte para despertar no eleitorado a idéia de que a corrupção no referido meio seria eliminada.
Claro, não se faz isso de hora para outra. O problema, embora exija solução urgente, é complexo. E sabe-se que algumas ferramentas visando a moralização das forças policiais já estão a caminho.
A coerência estampa que não há diferença entre grande ou pequena corrupção. Nas ruas das grandes cidades, em alguns momentos ela é visível, embora difícil e perigoso de ser comprovado. Mas se a população não tem como usar da sua condição de cidadão para apresentar denúncias, então que se comece a moralizar os comandos das corporações.
Entende-se que, por terem chegado aos postos que ocupam, são pessoas inteligentes e que interpretam as reações de seus grupos. A partir desta interpretação, pode-se chegar a muita coisa. Algumas certas, um bom tanto equivocadas, e outro bom tanto propositalmente erradas. É fácil perceber imperfeições quando há vontade de percebê-las.

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