Perda de terreno

As autoridades londrinenses têm uma resposta a dar com urgência à sua população. A princípio, a inexpressiva concorrência no setor de transporte aéreo de Londrina para localidades importantes afetaria diretamente pessoas que necessitam de um meio de locomoção rápido para a realização de negócios. Seriam os executivos das grandes empresas instaladas na região os mais prejudicados, pois correm contra o tempo para manter a máquina produtiva da sociedade a pleno vapor.
Engano. É mais lógico ter em mente que as grandes empresas com matriz ou filial em Londrina, e que dependem de vôos permanentes para outros importantes centros comerciais e industriais do País, geram riquezas e empregos para a região. Assim, fazem parte do contexto econômico local e essa avaliação é direta, incontestável, sem necessidade de fundamentações por serem evidentes.
Por consequência, não só os executivos que as representam, como também o mais simples trabalhador de uma empresa destas, podem sofrer prejuízos com a carência no setor de transporte rápido. A cerca de 90 quilômetros de distância, num percurso possível de ser cumprido em menos de uma hora, por rodovia, Maringá está bem mais à frente neste setor e com opções inclusive de preços. É possível, por exemplo, pagar quase a metade para uma viagem a São Paulo. Já de Londrina, nem um vôo para Foz do Iguaçu é viável, no caso do empresário ser do setor de turismo, pois é preciso ir de Londrina a São Paulo para depois, na conexão, retornar ao Paraná com destino a essa cidade turística.
A questão não é abrir uma disputa com Maringá, tornando o tema apenas conteúdo de uma briga bairrista. Há tempos esse tipo de comportamento foi eliminado, naturalmente. Maringá está na frente e com certeza chegou a esta condição por fruto da luta de seus representantes políticos e empresariais, inclusive na questão do porto seco e do terminal de cargas, este último ainda em fase de estruturação.
Então o que se invoca neste momento não é a competição com a cidade melhor estruturada. A necessidade é de assimilar e assumir que Londrina, uma das mais importantes localidades do Sul do Brasil, não pode prejudicar sua força produtiva com dificuldades em áreas essenciais. Pois se as ferramentas facilitadoras são menosprezadas, é lógico que, cedo ou tarde, os geradores de riquezas e de vagas no mercado de trabalho decidam por mudanças.

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