Obrigação de todos  

O turismo no Norte do Paraná tem urgência não só de recursos financeiros para ser impulsionado. Há uma outra emergência, tão expressiva quanto a infra-estrutura que quando existe ainda é precária: atenção por parte das autoridades responsáveis e respeito por parte de alguns cidadãos, que encaram a afronta representada pelo vandalismo como ato de coragem.
  Alguns exemplos localizados são válidos para mostrar o que costuma ocorrer com locais públicos em Londrina. O mais recente é o complexo dos lagos Igapó. Recentemente o espaço de lazer e contemplação foi restaurado pelo poder público e as margens dos lagos passaram a receber maior número de freqüentadores. São pessoas que se exercitam em caminhadas diárias e famílias que readquiriram o hábito de passear nos finais de semana, principalmente nas tardes dos domingos.
  Mas com elas também vieram os vândalos e as lâmpadas que iluminam uma das áreas de caminhada permanecem intactas por pouco tempo. Constantemente o poder público é obrigado a trocar as luminárias quebradas por outras, que também duram pouco tempo. E quando este mesmo poder público poderia ter recursos para mais melhorias, sente-se na necessidade de gastar com reparos e adaptações, como o faz agora: protege as lâmpadas com telas de arame.
  O Centro Social Urbano da Vila Portuguesa, também na região central de Londrina, é outro bom exemplo. Anos atrás, recursos conseguidos através de um parlamentar permitirar cercar o espaço com alambrados. E de forma alguma este tipo de proteção representou cerceamento da liberdade de uso do local. Mas os vândalos, por sinal alguns usuários daquela estrutura, decidiram que a cerca teria que ser derrubada.
  Diferente o caso do Bosque central de Londrina. Este, mesmo durante o dia, passou a ser um lugar de medo. Comerciantes instalados próximos alertam que o verde da vegetação, se deveria guardar beleza, nestes últimos anos serve para esconder descuidistas e arrombadores. E, neste caso, o risco não é oferecido pelos vândalos, mas pelo próprio poder público, qualquer que seja a esfera responsável, por não retribuir os impostos pagos inclusive com o guarnecimento do local.
  O mesmo ocorre com o Parque Arthur Thomas, onde a falta de segurança afasta os visitantes e a urgência de reestruturação torna um local que deveria ser atraente em algo de pouco vislumbre. Agora, quando se discute a melhor distribuição de recursos do Banco Mundial para o turismo paranaense, é sugestivo que pequenos procedimentos, estes que servem apenas para manter os espaços públicos freqüentáveis, justifiquem reivindicações.

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