Papel das autoridades
A confirmação do primeiro caso de dengue hemorrágica em Londrina coloca a cidade definitivamente em estado de alerta e obriga a sua população a redobrar as ações de combate ao mosquito transmissor da doença. Há poucos dias, mais uma campanha foi lançada por uma cooperativa médica, com a participação dos veículos de comunicação de massa, visando a conscientização do londrinense. Entende-se que apesar dos esclarecimentos e orientações sobre o problema, ainda possam existir pessoas relaxando nos cuidados e criando condições para a proliferação do mosquito transmissor. Portanto, a mobilização da comunidade é de fundamental importância, pois aqueles que já adotam atitudes preventivas costumam agir como monitores, orientando parentes, vizinhos e conhecidos a também tomarem medidas que eliminem possíveis locais de procriação do Aedes aegypti.
Mas restam ainda os terrenos baldios, que podem acumular água em reservatórios que a princípio não causariam preocupações. Uma embalagem plástica, por exemplo, por menor que seja, se tornará uma inimiga implacável se nela for mantida água limpa. E pelo atual estágio do problema, basta um leve descuido para mais mosquitos transmissores estarem rodeando crianças, jovens e adultos, em qualquer ponto da cidade. Sugere-se também que os vasos de plantas sejam diariamente observados, sobretudo aqueles colocados dentro de moradias, em locais de pouca ventilação e luz natural insuficiente. Por mais que se cuide, um deles pode acumular água e desencadear um caso sério de saúde pública, quando sua função seria a de embelezar ambientes.
Além disso, já não basta ter preocupação somente com a dengue. O que se confirma agora é um caso de dengue hemorrágica, com a pessoa atingida internada em unidade emergencial de um hospital. Agora a preocupação é com a vida das pessoas picadas por um mosquito contaminado, pois estas correm o risco de serem novamente molestadas pelo Aedes aegypti e, dependendo do vírus, contraírem a dengue hemorrágica. Esta seria uma das formas de contrair este mal, embora a medicina informe que mesmo na primeira picada há risco da doença ser do tipo mais grave.
O que fazer, entretanto, para banir esse mal de Londrina? O quadro epidemiológico exige providências, que agora já não dependem apenas dos cuidados que cada londrinense deve ter para evitar a proliferação do mosquito transmissor. Há de se pensar, com urgência, em evitar perdas de vidas. E este papel é das autoridades sanitárias.

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