OPINIÃO DA FOLHA
Um plano para todo o Paraná
O novo Plano Estadual de Desenvolvimento Urbano (PDU 2003), apresentado esta semana pelo governo do Paraná, surge após quase uma década como uma promissora ferramenta para devolver à população paranaense parte do que dela foi extraído pelo governo anterior durante duas gestões de intermináveis oito anos, e cuja essência é o desenvolvimento por via de projetos e planos que permitam às diferentes comunidades do Estado o trabalho, a educação, a saúde, o lazer, o esporte, a cultura e, enfim, a evolução necessária diante de um mundo cercado pelos reflexos da globalização.
Nesses últimos oito anos pouco ou nada foi feito nesse sentido. Ao contrário, contemplou-se localidades distintas, principalmente a Região Metropolitana de Curitiba, mas apenas com um plano de industrialização de efeitos positivos direcionados às multinacionais que ali se instalaram. A comunidade dos municípios beneficiada com a implantação de indústrias pouco retorno teve, eis que a maioria das vagas geradas exigiram profissionais especializados que o Paraná não dispunha. Tornou-se, portanto, um ônus, quando deveria ser uma solução. Pesquisas já apresentadas por órgãos específicos e confiáveis mostram isso. Além do mais, ocorreu o empobrecimento e o inchaço dessas localidades. Atraídos pela possibilidade de empregos, desempregados de outras regiões do Estado contribuiram na formação dos bolsões de miséria na Região Metropolitana.
O PDU de agora é diferente, desde a sua origem. O plano foi elaborado por uma comissão de urbanistas e profissionais da administração estadual, convocados pelo atual governo. Com o dinamismo e a agilidade que uma missão desse porte deve merecer, os convocados mostraram os resultados de seus estudos e também de suas propostas já ontem, em tempo muito diferente da de outras comissões do passado, que costumam ser constituídas apenas para formalizar situações e levam tempos infindáveis para dar alguma resposta.
O objetivo central é nobre: estabelecer e implantar planos de desenvolvimento que contemplem todo o Paraná. Acabou a fase do privilegiamento. Parte-se para a busca do desenvolvimento equilibrado em todas as regiões e municípios do Estado, com ações práticas que melhorem as condições de vida e as oportunidades de empregos.





