OPINIÃO DA FOLHA
Ação, mais do que nunca
Os números da dengue em Londrina e a comprovação de casos em mais uma região da cidade aumentam a preocupação de toda a sociedade. Ações são desencadeadas rotineiramente para tentar combater a doença, eliminando-se possíveis criadouros do mosquito transmissor. Não só o poder público cumpre sua obrigação. O legislativo municipal soma forças e entidades organizadas buscam engajamento.
Se bem que já tarde, pois permitiu-se que a situação chegasse a este ponto, mas tudo o que for feito é fundamental. A começar pela conscientização de parcela significativa da população londrinense, esta que por carências diversas, incluindo a financeira e a cultural, ainda peca com pequenos descuidos que podem resultar em grandes prejuízos para toda uma cidade. Este ponto já tratamos neste mesmo espaço em edições passadas, quando valorizou-se atitudes comunitárias de apoio às autoridades da área da saúde visando acabar com o problema. Algumas destas colaborações são destacadas no caderno Folha Cidade, pois merecem a atenção do londrinense por constituirem-se exemplares.
Mas o que se comenta hoje é o desleixo praticado por segmentos que poderiam ser tidos como esclarecidos. Algumas obras abandonadas, conforme este jornal mostrou semana passada, são depósitos de água limpa e parada, bom local para a proliferação do mosquito transmissor. E não se comenta neste momento o que causou a interrupção de seus projetos, pois o interesse agora é a saúde de toda uma população.
Assim, há de existir um responsável pelo local, seja ele o investidor ou a instituição financeira que arcaria com os custos da construção. Ou mesmo a Justiça, por via de um embargo. Quem quer que seja, cabe o cuidado para que a obra paralisada não se transforme em moradia de desocupados e, sobretudo agora, criame de condições perigosas ao bem-estar coletivo.
A dengue avança sobre a cidade e todas as formas de combatê-la são importantes. Os pequenos se ajuntam, mesmo em ações isoladas, para participar desta cruzada contra uma doença preocupante que pode resultar em mortes. Outros devem optar por igual alternativa, para que a omissão não gere desastres.





