OPINIÃO DA FOLHA
Legislar para o bem comum
Encerrada a etapa das negociações para compor as mesas diretoras, Senado, Câmara Federal, assembléias legislativas e câmaras municipais iniciam nesta semana mais um período legislativo, esperado pela população como um marco divisório entre a política do passado, em que escândalos e suspeitas de mau uso do dinheiro público afloram desde os primeiros dias após a posse dos novos governantes, e uma nova forma de administrar e legislar, cujos efeitos devem ser o bem comum a partir da busca do desenvolvimento econômico e social.
Leve-se em conta que as câmaras municipais não sofreram mudanças, a não ser em localidades onde vereadores se elegeram em outubro. Mas as assembléias legislativas, a Câmara Federal e o Senado, mesmo tendo significativo número de eleitos em boa parte do País devem ingressar na atual legislatura com o espírito renovado.
O cenário nacional mostra um governo com a intenção de promover mudanças não só na forma de administrar a máquina federal, mas também de projetos e programas de efeitos avançados e abrangência social plena. Mas defronta-se, nesse período em que os orçamentos ainda são equacionados, com desentendimentos inclusive dentro do próprio partido do governo.
Situação diferente da do Paraná, onde também inovações foram apresentadas, mas o forte do novo governo nestas primeiras semanas de gestão são os consertos de erros deixados como herança pela administração anterior.
Ainda na esfera nacional, o momento, embora de espera até os ajustes da máquina governamental, é também de urgência. A economia vai mal e precisa de conserto. Os preços dos produtos de primeira necessidade castigam a população. Medidas são necessárias para conter o que já parece uma disparada inflacionária, eis que o orçamento doméstico sofre golpes quase que diários.
Esta missão cabe à força política nacional. Não é somente o executivo o responsável pela busca de soluções para o País. Os parlamentares que iniciam trabalho devem e podem, como representantes diretos da população, legislar apontando alternativas que levem o País ao equilíbrio.
E, no caso do Paraná, existe o compromisso e a ação do atual governo de banir da administração estadual vícios do passado. Mais do que isso, acertar, com seriedade e transparência, quando até recentemente muito de errado se fez. Os deputados estaduais, atendendo ao chamado do governador, devem contribuir com esse trabalho, que depois de anos surge como ponto de partida para a moralização pública.





